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Como a privação do sono influencia na sua saúde?

Como a privação do sono influencia na sua saúde?

Por que precisamos dormir?

O sono permite que o corpo e o cérebro se recuperem a cada dia. Não dormir o suficiente resulta em um sistema imunológico enfraquecido, bem como diminuição da função cognitiva.

Pense em uma máquina trabalhando sem parar, dia após dia, incessantemente. Após algum tempo as peças apresentarão desgaste e a máquina certamente para de funcionar corretamente.

Embora a comparação com máquinas não seja a mais adequada, pois devemos levar em conta os fatores biopsicossociais; é durante o sono que a “máquina” do corpo entra em stand by  para fazer a manutenção necessária. Sem essa  manutenção de forma adequada decerto entramos em colapso.

Dormir é  fundamental  na manutenção da memória. A falta de sono impede o cérebro de armazenar informações aprendidas durante o dia, desse modo fica difícil se lembrar de informações importantes quando precisa.

A privação de sono pode causar: irritabilidade, baixa produtividade, esgotamento físico e mental, dores no corpo e ,a longo prazo,  problemas  na circulação sanguínea e consequentemente no coração.

Dormir é coisa séria!

A aromaterapia é uma grande aliada para promover um sono equilibrado e reparador.

O uso de óleos essenciais promove benefícios relaxantes e calmantes podendo induzir uma resposta rápida dentro do corpo. Essa resposta interna possibilita uma noite de sono tranquila.

Como resultado, o organismo responde despertando mais ativo, diminuindo as tensões, dores e problemas emocionais gerados pela privação do sono.

Por isso, uma noite bem dormida  é fundamental para saúde, pois promove equilíbrio entre mente e corpo.

O uso de aromaterapia estimula um processo adequado de sono. De modo geral, não existe contra indicação para o uso de óleos essenciais.

Contudo, é importante consultar  um profissional, principalmente para ajudar na identificação do fator gerador da insônia podendo assim indicar o aroma mais adequado para  cada situação.

Os óleos essenciais mais comumente recomendados são:

  • Lavanda
  • Bergamota
  • Madeira de cedro
  • Salva esclareia
  • Incenso
  • Melissa
  • Camomila romana
  • Sândalo

Esses aromas citados acima  são reconhecidos por seus efeitos calmantes,  promovendo, consequentemente, um sono mais reparador.

A aromaterapia beneficia o descanso de adultos e crianças e o uso pode ser feito de diversas formas:

  •  difusores
  • aplicando sobre a pele em pontos estratégicos
  •  massagem relaxante,
  • banhos aromáticos,
  • vaporização,
  • via oral.

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Nossa missão é transformar a sua vida

Nossa missão é transformar a sua vida

Nos tornamos  freqüentemente doentes quando nos contentamos com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida. Buscamos status, reputação, sucesso externo ou dinheiro, e continuamos infelizes e doentes mesmo depois de termos alcançado aquilo buscávamos. Isso acontece, pois geralmente estamos  confinados a horizontes espirituais muito limitados. Uma  vida sem conteúdo ou significado suficientes, mas quando  temos condições para ampliar e desenvolver personalidades mais abrangentes sua doença costuma desaparecer.

Quantas vezes somos levados por caminhos que não queremos percorrer? Quantas vezes aceitamos situações angustiantes por medo de mudar? Quantas vezes não aceitamos que a doença do corpo é na verdade da alma?

Nosso modo de vida atual, o materialismo, a aceleração permanente do nosso cotidiano nos levaram, pouco a pouco, a confundir vida com existência, vida com agitação, vida com frenesi. Isso ocorreu com o nosso consentimento implícito, até mesmo para satisfazer as nossas exigências. Sempre mais, sempre mais rápido, eis o nosso slogan,  nosso motivo condutor, mas para fazer o quê? Para acordar um dia doente ou deprimido, e constatar tristemente que a viva passou por nós e nem foi percebida?

A nossa sociedade, a nossa educação e a facilidade atual nos levaram a procurar a satisfação de nossos desejos através do que nos é exterior. Aprendemos então a gerar, disciplinar, dominar, possuir ou comunicar-nos com esse exterior. Essa corrida desenfreada nos distancia de nós mesmos cada vez mais e nos esvazia do nosso próprio conteúdo. Porém, nossa visão torna-se clara somente quando olhamos para dentro de nós mesmos. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta. 

Essa é a nossa missão no Instituto Curarte, lançar um olhar sob uma nova perspectiva de saúde para provocar mudanças profundas não só no corpo, mas na vida, em um sentido abrangente e integral.

Instituto Curarte

Transformação que cura

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Qualidade de Vida x Meio Ambiente

Qualidade de Vida x Meio Ambiente

Qualidade de Vida

A qualidade de vida está estritamente relacionada à preservação e respeito ao meio ambiente. Quando falamos em qualidade de vida pensamos em  fatores, como: alimentação, saúde, bem-estar, expectativa de vida etc. Contudo, existem outros fatores que compõem esta equação, por exemplo:  amigos,  relacionamentos, liberdade de escolha, família,  trabalho, equilíbrio emocional,  meio ambiente, dentre outros.

A busca qualidade de vida está relacionada com o “aqui e agora” e com o “planejar o futuro”, ou seja, temos que fazer as coisas boas no hoje. Para que  tudo que fizermos, tenha um bom reflexo no futuro, pois as atitudes de hoje, refletirão no amanhã.

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Meio Ambiente

Como seres vivos estamos inseridos no ambiente, por isso todas as alterações que provocamos acabam impactando a nossa vida. Durante séculos vivemos em harmonia com a natureza. As necessidades de consumo eram muito menores,  por isso a natureza tinha tempo para se recuperar do que lhe era retirado, não alterando o equilíbrio natural.

Todavia, com a Revolução Industrial, no século XVIII, a natureza passou a sofrer agressões. Em busca de um desenvolvimento industrial acelerado os recursos naturais foram consumidos de forma desenfreada. Sem se preocupar com as consequências que poderiam trazer para o meio ambiente no futuro.

Enfim, infelizmente, hoje vemos que a sobrevivência do homem e, também, do nosso planeta, está em risco.  Percebemos que os recursos naturais, diferentemente do que pensávamos, não são inesgotáveis. Isso fez com que finalmente muitos  resolvessem se preocupar com as respostas que a natureza vem nos dando ao longo dos anos.

Qualidade de Vida X Meio Ambiente

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Movimentos vêm sendo organizados visando soluções dos problemas ambientais que conseqüentemente são graves  para a vida do planeta e para a nossa vida pois dependemos do meio ambiente para viver.

Paralelo a isto as pessoas têm se preocupado cada vez mais com a de qualidade de vida, buscando formas que o beneficiem e levem a uma vida mais saudável e equilibrada.

O motivo que leva as pessoas a se preocuparem  com as duas questões é a possibilidade de aumentar a longevidade.  Afinal, quanto mais as pessoas se cuidam, maiores são as chances de viverem alguns anos a mais.

Nota-se que a qualidade de vida está intimamente ligada ao respeito e preservação do meio ambiente. Portanto é imprescindível que haja um equilíbrio no meio ambiente para que tenhamos uma boa qualidade de vida.

Segundo pesquisadores da Universidade Carleton, no Canadá, o contato com a natureza melhora a cognição, o humor e a saúde em geral. Resumindo, o indivíduo se sente mais feliz  quanto maior a conexão com a natureza, maior o estado de felicidade.

Entre as sensações positivas relatadas, o aumento da vitalidade, seguida pelo afeto e satisfação com a vida foram  as mais comum entre os voluntários  

Apenas isto já seria um grande motivo para tratarmos o meio ambiente com mais respeito e cuidado.

Nunca esquecendo que somos um sistema único e fazemos parte do todo.

E aí, como você tem cuidado da sua qualidade de vida?

Convido você a estar mais presente com a natureza.

Priscila Fragoso

 

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Lesões no Crossfit

Lesões no Crossfit

Crossfit no Brasil

O Crossfit é uma metodologia de condicionamento físico criada com base em três pilares: movimentos funcionais,  variação de movimentos e alta intensidade.

Sem dúvida, o crescimento  no Brasil foi rápido.  A metodologia chegou ao Brasil por Joel Fridman em 2009. Em 2015 eram pouco mais de 300 boxes, hoje são quase 900 espalhados por todo o território nacional. O Brasil é o segundo país com mais boxes no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, que conta com mais de 7200 boxes.

Prática do Crossfit

O objetivo do Crossfit é potencializar todas as capacidades físicas do ser humano, ou seja: a resistência respiratória e cardiovascular, resistência muscular, flexibilidade, força, coordenação, potência, agilidade, equilíbrio e velocidade.

​Os  benefícios  do Crossfit para os praticantes são:

  • Aumento da força física;
  • Aumento da flexibilidade corporal;
  • Aumento da auto-estima;
  • Redução do estresse;
  • Aumento de energia;
  • Redução do percentual de gordura corporal;
  • Previne lesões corporais;
  • Definição muscular;

No mais, uma das características presentes na prática é o estabelecimento de recordes pessoais, principalmente nos exercícios relacionados ao levantamento de peso, os chamados personal record (PR), em que o indivíduo busca executar o movimento com a maior carga possível. Tal característica estimula os praticantes a elevarem a carga à medida que aumenta seu tempo de prática, objetivando melhorar seus recordes, porém aumentando também o risco de lesão.

Fatores de Risco para lesões

Alta intensidade de exercícios sem preparo

Por se tratar de um treino realizado em  alta intensidade as chances de sofrer lesões são maiores. É fundamental que cargas e intensidade sejam progressivas. Por isso, o treino deve ser adequado, respeitando a individualidade do praticante.

Exercícios executados sem técnica adequada

Muitas lesões sofridas durante a prática do crossfit se dão por causa da  falta de técnica adequada durante os exercícios. Não adianta realizar uma série intensa e pesada de exercícios e executá-los de forma inadequada, pois as chances de se machucar são grandes.

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Treino realizado sob estado de fadiga ou sem recuperação adequada

O corpo fadigado é mais suscetível a sofrer lesões. Isso acontece por consequência do desgaste neuromuscular provocado pelos exercícios.  Cansado, o praticante não executa todos os movimentos da forma adequada e acaba se machucando.

Também é importante que sejam respeitados os dias de descanso.

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Lesões mais comuns no Crossfit

Quando comparada a outras modalidades de exercício físico ou esporte, a taxa de lesões no CrossFit não é considerada elevada. Em um estudo foi observada a taxa de 3.1 lesões a cada 1.000 horas de treinamento. Entretanto, em outro esportes como a corrida foram encontradas taxas de 2,3 a 3. 3 lesões, 9,6 no futebol,  5,4 no triatlo a cada 1.000 horas de treinamento.

Nos treinamentos de Crossfit o ombro é a principal articulação acometida. Isso se dá devido  à execução de alguns exercícios considerados lesivos, por exemplo: overhead squatpush presskettlebel swing e snatch.  Esses exercícios demandam uma elevada amplitude de movimento do complexo do ombro acima da cabeça, o que gera diminuição do espaço subacromial, predispondo as lesões.

No entanto alguns artigos científicos mostram também uma alta incidência de lesões no joelho e na coluna lombar.

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Benefícios da Osteopatia para os praticantes

Como em toda prática esportiva dores musculares e articulares são comuns e normais. O cuidado com o corpo é portanto, fundamental para o bom rendimento do atleta. A osteopatia pode contribuir muito para a busca dos objetivos dos atleta de Crossfit. As técnicas de manipulação articular e, principalmente, a liberação miofacial são utilizadas a fim de que o corpo se mova de maneira adequada, minimizando assim o risco de lesões durante a prática.

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Thiago M. Rodriguez
CREFITO 3/125946-F

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Ciatalgia

Ciatalgia

Nervo Ciático

 O nervo ciático é o maior nervo do corpo, também conhecido como nervo isquiático. Ele começa na região inferior da coluna, passa pelo  glúteo  e desce pela parte posterior da coxa até a altura do joelho, onde se divide duas partes.

Por ser muito calibroso e ter muitas origens, a ocorrência de compressões  é muito comum. 

Ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e  da perna.  Além disso, têm a função de conduzir as sensações das pernas.

Sintomas da Ciatalgia

A compressão do nervo, geralmente, causa inflamação e edema, provocando dor em seu trajeto, perda da força  e de sensibilidade.

No caso do  ciático, o sintoma mais comum é  dor lombar que irradia para o glúteo, e posterior da coxa. Podendo chegar na região  lateral da perna e do pé.

A intensidade da dor varia muito de caso a caso. Ela pode ser leve, causando apenas desconforto ou queimação ocasional. Em casos  graves, a dor pode ser excruciante, impedindo o paciente de ficar em pé. Além disso, é comum  haver sensação de choque elétrico pelo trajeto do nervo.

A ciatalgia pode piorar eventualmente após esforço, tosse ou espirro. Ficar sentado por longos períodos costuma igualmente agravar os sintomas da ciatalgia. Além da dor, a compressão do nervo ciático também provoca dormência, formigamento e redução da força muscular na perna.

Causas da Ciatalgia

Muitas podem ser as causas da dor ciática, as mais comuns são relacionadas a compressões das raízes do nervo na região coluna vertebral causadas por  hérnias de disco, osteófitos (mais conhecidos como bicos de papagaio) nas vértebras lombares. Além disso, desgastes naturais  fazem o espaço entre as vértebras diminuir, diminuindo assim o espaço que a raiz nervosa ocupa.

Outra causa de ciatalgia é a síndrome do Piriforme. Este músculo localizado na região da nádega pode comprimir o nervo ciático por encurtamento ou por espasmo gerando sintomas igualmente aos causados pela compressão no nível da coluna lombar.

Por isso a importância da avaliação detalhada para  tratar a causa correta da ciatalgia.

 

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Tratamento da Ciatalgia

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O tratamento osteopático da ciatalgia visa, portanto, harmonizar os movimentos da coluna vertebral, da articulação sacro-ilíaca e quadril, bem como dos músculos envolvidos com a dor. 

Cabe também ao osteopata investigar outras hipóteses a fim de afastar  causas como disfunções viscerais do intestino e de útero no caso das mulheres que podem ser origem de ciatalgia.

 

Thiago M. Rodriguez
CREFITO 3/125946

 

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Estiramento Muscular no Inverno

Estiramento Muscular no Inverno

No frio, o risco de ter um estiramento muscular é 30% maior do que no verão. Isso ocorre porque os músculos se tornam menos elásticos devido as baixas temperaturas. O perigo é ainda a maior para os “atletas de fim de semana”, que não apresentam bom preparo físico, resistência muscular e flexibilidade.

 

Quando o corpo está em repouso, o fluxo de sangue para os músculos é baixo, entre 15% e 20%. Durante um exercício, porém, ele pode atingir índices de 70% a 90%. Um músculo só consegue ter desempenho máximo quando a circulação sanguínea local estiver plenamente ativada. No período mais frio os vasos ficam mais contraídos, o que diminui o fluxo sanguíneo no local.  Por isso, o aquecimento é essencial, pois assim ocorre uma transição progressiva do estado de repouso para o de ação. 

Os estiramentos musculares são as lesões mais comuns registradas nos membros inferiores no esporte e resultam em  afastamento  dos treinamentos, dor, limitação funcional e redução do rendimento esportivo. Nos atletas, o estiramento muscular é uma das lesões mais comuns e pode recidivar frequentemente.

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Os esportes mais frequentemente envolvidos são o atletismo (clique aqui para ler o texto sobre lesões na corrida), o futebol, em geral todos os esportes que demandam rápida aceleração e desaceleração, como as corridas de velocidade, os saltos, os chutes, as mudanças bruscas de direção e as rotações.

Os músculos mais afetados pelos estiramentos musculares são os posteriores da coxa e os da musculatura da panturrilha (a batata da perna). 

Em geral, o tratamento dos estiramentos musculares abrange os seguintes objetivos: o controle da dor e do processo inflamatório, reduzir o espasmo muscular, auxiliar na regeneração e reparação tecidual, recuperar a flexibilidade pregressa, recuperar a função contrátil, restaurar a função normal do músculo, minimizar o risco de novas lesões e preparar o indivíduo para o retorno ao esporte nas condições ideais.

Dicas

Fazer aquecimento antes da prática de exercícios melhora:

  • Mobilidade articular
  • Temperatura corporal e dos tecidos
  • Fluxo sanguíneo para os músculos ativos
  • Frequência cardíaca que prepara o sistema cardiovascular para o trabalho a ser realizado
  • Velocidade da liberação de energia no organismo (velocidade metabólica)
  • Troca de oxigênio na hemoglobina
  • Velocidade dos impulsos nervosos, facilitando os movimentos do corpo
  • Inervação recíproca (permitindo que o músculo relaxe e contraia com mais rapidez e eficiência)
  • Ampliação da capacidade de alongamento do tecido conjuntivo

Além de:

  • Diminuir a tensão muscular
  • Preparar psicologicamente a pessoa para a atividade

Não deixe de aquecer antes de iniciar a atividade física, assim você diminui o risco de lesões.

Thiago Rodriguez
CREFITO 3/125946

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Existe posição correta para dormir?

Existe posição correta para dormir?

Qual a melhor posição para dormir?

Todos os dias pacientes que sofrem com dores na coluna me questionam sobre qual seria a melhor posição para dormir. Um amigo/paciente me questionou se o uso de um travesseiro para o corpo o ajudaria acordar sem dores na lombar. Pois bem, resolvi responder a questão do meu amigo/paciente de forma pública, por que esta é uma duvida bastante comum.

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“Receitas” para dormir corretamente

Em uma pesquisa rápida na internet é fácil encontrar “receitas” de boas posições para dormir. Alguns exemplos:
NOTA: leia até o final do texto!

Lateral


* Na posição de lado, dita como perfeita para o sono; tanto a coluna quanto o quadril permanecem em posição neutra, permitindo um bom alinhamento da coluna. Porém, não adianta apenas ficar deitado do jeito certo, alguns ajustes são necessários. Primeiro, o travesseiro: o ideal é que ele tenha a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada. Colocar um travesseiro entre os joelhos também é bom, assim eles ficam alinhados ao tronco. A coluna também é um ponto a se ter atenção: tente respeitar as curvas naturais dessa estrutura; manter as pernas levemente flexionadas e o quadril relaxado também são ótimas medidas para não forçar o nervo ciático. Quanto aos braços, nada de colocá-los para cima. Dormir com o braço esticado em cima da cabeça pode fazê-lo acordar com dor no ombro, bursite ou tendinite… Isso é um reflexo de um travesseiro muito baixo. A densidade do colchão é outro ponto importante; um colchão muito mole afunda com o peso do corpo causando uma curvatura lateral excessiva e um colchão duro demais não permite que a coluna molde-se a ele impedindo que uma boa distribuição do peso corporal.

De barriga para cima


* De barriga para cima não é a posição mais indicada, mas também não é de todo ruim para o corpo. O lado bom é que as articulações conseguem relaxar de forma satisfatória, impedindo torções e dores. Porém, a coluna não fica perfeita. Outra questão é a maior chance de problemas como a apneia ou ronco aparecerem em quem se deita nesta posição, pois a língua “cai” para trás, atrapalhando a respiração. Uma das formas de garantir que você durma melhor de barriga para cima é com o travesseiro bem baixinho evitando uma tensão na musculatura cervical. Uma forma de garantir um relaxamento das pernas é colocar um travesseiro embaixo dos joelhos, o que permite que eles fiquem menos estendidos, relaxando os músculos da lombar e das coxas. Já os braços, ao deitar-se de barriga para cima, devem ficar ao longo do corpo, ou com as mãos pousadas levemente sobre o abdômen.

De barriga para baixo


* Se dormir de barriga para cima é aceitável, dormir de bruços é completamente contraindicado! O ponto delicado de dormir de bruços é a região cervical. Ao se deitar de barriga para baixo, você precisa se virar para respirar, rodando a cabeça cerca de noventa graus. Quando você coloca um travesseiro, então, além da rotação, ocorre a hiperextensão da coluna cervical causando dores.

O que é real !!!

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Na teoria existe uma posição “correta” para dormir, na prática não.

Durante a noite é comum que nos movimentarmos e inconscientemente adotamos posições nem sempre consideradas corretas. A hipervigilância em manter a posição correta para dormir afeta mais negativamente a qualidade do sono do que a forma como dormirmos, sendo este um fator que efetivamente pode causar dor.
As dores nem sempre estão relacionadas a posição de dormir.
Não existe um manual de instruções sobre como dormir, mas temos um sensor natural para saber quais posições são boas ou ruins para nós. Este sensor é a dor. Portanto a posição correta para dormir é aquela que te trás relaxamento, boa qualidade de sono e um despertar livre de dor.
Fique atento aos sinais do seu corpo, caso alguma posição estiver causando desconforto, tente mudar, e se ainda assim não se sentir confortável, e a dor estiver atrapalhando sua qualidade do sono e de vida, procure auxilio de um profissional.
Thiago Medeiros Rodriguez
CREFITO 3/125946-F

 

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Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica 

Você sente dor na região lateral do quadril e da coxa, sem motivo aparente? Sente dificuldade para realização de exercícios, ficar em pé por longos períodos, subir ou descer escadas e até mesmo caminhar? Ou dor para deitar de lado sobre o local afetado? Você pode estar sofrendo de bursite trocantérica ou simplesmente bursite de quadril. 

 

O que são bursas?

 

É muito mais comum ouvirmos falar em bursite do ombro, porém a bursite do quadril é a segunda dor mais incidente na região, perdendo apenas para a osteoartrite.

 

No geral bursas são estruturas semelhantes a pequenas bolsas. São constituídas de  tecido conjuntivo e preenchidas por líquido (líquido sinovial). Elas auxiliam no amortecimento de impacto e no deslizamento de uma estrutura sobre a outra , agindo como pequenas “almofadas”, que minimizam o atrito durante os movimentos que ocorrem nas articulações.

Existem centenas de bursas espalhadas pelo corpo, algumas estão situadas em torno do trocânter maior do fêmur, porção mais saliente desse osso, que pode facilmente ser  palpado na lateral do quadril.

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O processo inflamatório de qualquer uma das bursas sinoviais recebe o nome de bursite.

O que é bursite trocantérica?

A bursite isoladamente, não existe. Ela está  geralmente associada ao acometimento de outras estruturas como o tendão do músculo glúteo médio e a fáscia lata (tecido fibroso,situado na região lateral do quadril e coxa).

Essa associação de doenças recebe o nome de Síndrome da dor Trocantérica ou Síndrome Dolorosa Trocantérica.

As mulheres, por fatores anatômicos e hormonais,  são mais propensas a desenvolverem a bursite trocantérica.  A proporção chega a 4/1 em relação aos homens.

Causas

A causa mais frequentemente de bursite são o microtraumas na região trocantérica devido ao esforço. Esse estresse resulta da sobrecarga nos tendões e bursas provocada por excesso de carga durante uma atividade física; atrito por movimentos repetitivos, no caso da prática esportiva; desequilíbrio muscular ou fraqueza dos músculos sobretudo glúteo mínimo e médio. Vale lembrar que em casos de fraqueza muscular extrema, atividades leves como uma simples caminhada, pode gerar  sobrecarga suficientes para desencadear a lesão e os sintomas.

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A bursite trocantérica pode ser causada por trauma direto, por exemplo queda sobre a lateral do quadril. E também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre as estruturas do trocânter maior como: diferença do comprimento dos membros (uma perna mais curta que a outra), quadris largos (uma das causas que justificam a maior incidência dessa doença em mulheres) e encurtamento do tecido fibroso na lateral do quadril (fáscia lata).

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Alguns fatores de risco podem estar associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar, doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. Essas doenças afetam o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregaram os tendões e bursas da região lateral do quadril.

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Tratamento

A osteopatia pode ser utilizada em um primeiro momento para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. As técnicas manipulativas permitem uma melhora da função das articulações relacionadas ao quadril, como a sacroilíaca e a coluna lombar. Técnicas de  liberação miofascial promovem alongamento da fáscia para diminuir o atrito sobre o trocânter maior.

Uma dica nessa fase, é dormir com travesseiro entre as pernas para reduzir a sobrecarga a qual o paciente está exposto durante o dia, na tentativa de reduzir o estresse local e de diminuir o quadro agudo de dor.

É importante ressaltar que exercícios com a finalidade de fortalecer a musculatura glútea e demais músculos do membro inferior, são importantes  na tentativa de reduzir a sobrecarga do quadril e restabelecer o equilíbrio muscular de todo o membro inferior.

Pacientes que apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, também é necessário a abordagem terapêutica dessas articulações.

Thiago Rodriguez

CREFITO: 125946

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Fibromialgia

Fibromialgia

O que é Fibromialgia? 

 

A fibromialgia é  uma condição reumatológica caracterizada por dor generalizada e redução do limiar de dor. Os sintomas incluem ainda fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios do sono,
dor de cabeça, enxaqueca, variações no funcionamento intestinal e  dor abdominal difusa.

Qual a causa?

O principal fator de desenvolvimento da fibromialgia é a amplificação da sensibilidade dolorosa pelo sistema nervoso central. Isso ocorre devido a modificações observadas nos mecanismos envolvidos no processamento da dor a nível cerebral. Entretanto, o que causa essas alterações permanece obscuro. Foram identificados até o momento alguns fatores de risco que atuam como gatilhos para o desenvolvimento desse quadro.

Os agentes que contribuem como fatores de risco para o desenvolvimento de um quadro doloroso crônico e ou de fibromialgia, podem ser:

  • natureza psicológica: perda de um familiar querido, envolvimento em um acidente automotivo,hospitalização prolongada,
  •  natureza infecciosa : exposição a certos tipos de infecção, por exemplo, a doença de Lyme e a mononucleose;
  • natureza traumática: procedimentos cirúrgicos e acidentes com trauma físico.

A predisposição genética é um fator bem estabelecido na fibromialgia. Parentes de primeiro grau de pacientes com fibromialgia apresentam um risco oito vezes maior de desenvolvê-la.

 

Diagnóstico

 

Em 1990 o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) desenvolveu os critérios para a classificação da fibromialgia. A combinação de dor difusa, com pelo menos três meses de duração associada à presença de pelo menos 11 de 18 pontos dolorosos previamente especificados, eram indicativos de fibromialgia.

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Critério diagnóstico de 1990 – Presença de dor em pelo menos 11 dos 18 tender points, à palpação manual aplicando-se uma força de aproximadamente 4 kg. Para se considerar um tender point como “positivo”, o paciente deve declarar que a palpação tenha sido dolorosa.

 

Entre 2010 e 2011 novos critérios do ACR para a fibromialgia são propostos, levando em consideração outros sintomas além da dor difusa.

Para isso são utilizados dois questionários. O índice de dor difusa e a escala de gravidade (clique nos links para responder aos questionários).

Utilizando esse novo critério, o paciente passa a preencher completamente o diagnóstico de fibromialgia caso apresente um índice de dor difusa ≥7/19 e uma escala de gravidade ≥5, ou índice de dor difusa entre 3–6 e escala de gravidade ≥9. Os sintomas devem estar estáveis e presentes por pelo menos três meses e não deve haver outra condição clínica que pudesse explicar essa sintomatologia.

NOTA: É fundamental a correlação clínica com os resultados obtidos nos questionários. As pontuações obtidas indicam fortemente a possibilidade de o paciente ter fibromialgia. (consulte seu médico) 

Tratamento

Três aspectos devem ser levados em conta no tratamento da fibromialgia: 

1. Tratamentos ativos como exercícios, terapias cognitivas e comportamentais e outras terapias ativas são as melhores recomendações para dor crônica. 

2. Terapias passivas como terapia manual, correntes elétricas, termoterapia e medicações são adjuvantes na dor crônica, complementam o tratamento. 

3. Na dor crônica, o foco é no ganho de função, também conhecida como restauração funcional. 

Informação e Educação 

É o primeiro passo no tratamento da fibromialgia. O paciente deve conhecer a natureza da sua doença, dos fatores que podem melhorá-la ou piorá-la. O tratamento não depende única e exclusivamente de medicamentos, e necessita da participação ativa do paciente, motivo pelo qual entender a doença é muito importante.

 Atividades Físicas 

A atividade física é certamente uma das modalidades terapêuticas mais eficazes para o tratamento da fibromialgia.  Vários trabalhos demonstram uma melhora global e do quadro doloroso ao longo do tempo. 

A prática deve ser bem dosada  para não aumentar a sensação de cansaço, seu início deve ser leve e a sua “intensidade” aumentada gradativamente. 

Atividades aeróbicas e de baixo impacto, como natação, caminhada ou hidroginástica, são as mais recomendadas. Em geral, uma caminhada, em ritmo normal, durante 30 minutos todos os dias proporciona efeitos terapêuticos positivos.

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Atividades aquáticas são muito indicadas para paciente com fibromialgia.

 A atividade física tem um efeito analgésico e  antidepressivo por estimular a liberação de endorfinas e por proporcionar uma sensação de bem-estar global e de autocontrole. Estudos recentes têm demonstrado que a atividade física melhora a ativação de áreas cerebrais relacionadas à regulação da dor

Acupuntura

A acupuntura têm resultados conflitantes, alguns pacientes podem se beneficiar dessa modalidade terapêutica para alívio da dor.

Osteopatia

A osteopatia consegue reduzir os sintomas próprios desta doença, fazendo com  que o paciente recupere a energia para ter uma vida ativa, através do restabelecimento equilíbrio estrutural e funcional.

Desenvolvimento Emocional

O desenvolvimento da inteligência emocional, contribui para melhoria dos sintomas pois consegue contribuir na mudanças de seus hábitos,e no reconhecimento de emoções que podem agir como gatilho o que ajuda no controle dos sintomas, e dá ânimo ao paciente para prosseguir no tratamento. 

Embora hoje em dia a fibromialgia não tenha cura ela pode ser controlada, proporcionando ao paciente uma boa qualidade de vida e funcionalidade. Para isso o trabalho de uma equipe multidisciplinar coordenada é fundamental. 

Thiago Rodriguez
CREFITO 3/125946 

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Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Por quê  tenho dor no calcanhar ?

Fascite plantar e esporão calcâneo e  são duas condições dos pés muito comuns bastante confundidas pelas pessoas. A confusão é normal e compreensível, pois muitas vezes elas estão ligadas entre si e possuem o mesmo motivo causador. Além disso, a dor localizada na região do calcanhar é um sinal comum entres as duas, o que aumenta ainda mais a confusão.

Fáscia Plantar

A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé.

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Fascite Plantar x Esporão Calcâneo

O esporão de calcâneo é um desenvolvimento ósseo anormal. Isso  acontece por uma tração exacerbada da fáscia plantar sobre o calcâneo, que leva o corpo a depositar cálcio no local, formando a espícula. Estima-se que uma em cada dez pessoas apresenta essa patologia, mas somente 5% de todos que têm esporão apresentam sintomas. Isso significa que na maioria dos casos o esporão não é a causa da dor. A dor pode vir de uma doença vascular, nervosa, reumática ou pela inflamação que o esporão causa nos tecidos adjacentes, como a fáscia.

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Fascite plantar é uma condição em que há uma inflamação da fáscia plantar. Os estiramento excessivo da fáscia plantar  gera uma sobrecarga sobre ela, causando inflamação e dor. Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. 

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Fatores de Risco

  • Aumento da intensidade de treinos ou início abrupto de atividades de alto impacto (como a corrida), que sobrecarregam e aumentam a rigidez da fáscia e criam muita tração na área do esporão, aumentando a probabilidade do seu aparecimento.
  • Calçado inadequado para prática esportiva (solado muito duro).
  • O excesso de peso (sobrepeso), que sobrecarrega demais o pé e o calcanhar;
  • Pés cavos ou pés  planos, esses tipos de pés  não têm eficiência para amortecer e receber o impacto adequadamente. O pé cavo por ser muito rígido e o pé plano por ter sua estrutura desabada e não suporta o corpo e o impacto.

Tratamento

Uma revisão bibliográfica de 2014 do Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT) sobre o assunto mostrou que a forma mais eficaz de se tratar as duas condições consiste em uma associação de:

  • Terapia manual
  • Alongamentos
  • Técnicas de bandagem
  • Uso de órteses (palmilhas para suporte do arco plantar)
  • Uso de talas noturnas

O uso de calçados com o solado da parte posterior levemente mais alta que o solado da parte anterior também ajuda a controlar a dor, embora não seja uma solução definiva. “Calcanheiras” de silicone comumente encontradas em lojas de sapato e farmácias não são uma boa opção. Embora aliviem a dor, causam muita instabilidade em todo o pé podendo predispor ao surgimento de tendinites em outras partes do pé.

 

Thiago Rodriguez

Crefito: 125946

Posted by institutocurarte in Todos