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Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica 

Você sente dor na região lateral do quadril e da coxa, sem motivo aparente? Sente dificuldade para realização de exercícios, ficar em pé por longos períodos, subir ou descer escadas e até mesmo caminhar? Ou dor para deitar de lado sobre o local afetado? Você pode estar sofrendo de bursite trocantérica ou simplesmente bursite de quadril. 

 

O que são bursas?

 

É muito mais comum ouvirmos falar em bursite do ombro, porém a bursite do quadril é a segunda dor mais incidente na região, perdendo apenas para a osteoartrite.

 

No geral bursas são estruturas semelhantes a pequenas bolsas. São constituídas de  tecido conjuntivo e preenchidas por líquido (líquido sinovial). Elas auxiliam no amortecimento de impacto e no deslizamento de uma estrutura sobre a outra , agindo como pequenas “almofadas”, que minimizam o atrito durante os movimentos que ocorrem nas articulações.

Existem centenas de bursas espalhadas pelo corpo, algumas estão situadas em torno do trocânter maior do fêmur, porção mais saliente desse osso, que pode facilmente ser  palpado na lateral do quadril.

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O processo inflamatório de qualquer uma das bursas sinoviais recebe o nome de bursite.

O que é bursite trocantérica?

A bursite isoladamente, não existe. Ela está  geralmente associada ao acometimento de outras estruturas como o tendão do músculo glúteo médio e a fáscia lata (tecido fibroso,situado na região lateral do quadril e coxa).

Essa associação de doenças recebe o nome de Síndrome da dor Trocantérica ou Síndrome Dolorosa Trocantérica.

As mulheres, por fatores anatômicos e hormonais,  são mais propensas a desenvolverem a bursite trocantérica.  A proporção chega a 4/1 em relação aos homens.

Causas

A causa mais frequentemente de bursite são o microtraumas na região trocantérica devido ao esforço. Esse estresse resulta da sobrecarga nos tendões e bursas provocada por excesso de carga durante uma atividade física; atrito por movimentos repetitivos, no caso da prática esportiva; desequilíbrio muscular ou fraqueza dos músculos sobretudo glúteo mínimo e médio. Vale lembrar que em casos de fraqueza muscular extrema, atividades leves como uma simples caminhada, pode gerar  sobrecarga suficientes para desencadear a lesão e os sintomas.

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A bursite trocantérica pode ser causada por trauma direto, por exemplo queda sobre a lateral do quadril. E também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre as estruturas do trocânter maior como: diferença do comprimento dos membros (uma perna mais curta que a outra), quadris largos (uma das causas que justificam a maior incidência dessa doença em mulheres) e encurtamento do tecido fibroso na lateral do quadril (fáscia lata).

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Alguns fatores de risco podem estar associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar, doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. Essas doenças afetam o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregaram os tendões e bursas da região lateral do quadril.

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Tratamento

A osteopatia pode ser utilizada em um primeiro momento para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. As técnicas manipulativas permitem uma melhora da função das articulações relacionadas ao quadril, como a sacroilíaca e a coluna lombar. Técnicas de  liberação miofascial promovem alongamento da fáscia para diminuir o atrito sobre o trocânter maior.

Uma dica nessa fase, é dormir com travesseiro entre as pernas para reduzir a sobrecarga a qual o paciente está exposto durante o dia, na tentativa de reduzir o estresse local e de diminuir o quadro agudo de dor.

É importante ressaltar que exercícios com a finalidade de fortalecer a musculatura glútea e demais músculos do membro inferior, são importantes  na tentativa de reduzir a sobrecarga do quadril e restabelecer o equilíbrio muscular de todo o membro inferior.

Pacientes que apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, também é necessário a abordagem terapêutica dessas articulações.

Thiago Rodriguez

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Fibromialgia

Fibromialgia

O que é Fibromialgia? 

 

A fibromialgia é  uma condição reumatológica caracterizada por dor generalizada e redução do limiar de dor. Os sintomas incluem ainda fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios do sono,
dor de cabeça, enxaqueca, variações no funcionamento intestinal e  dor abdominal difusa.

Qual a causa?

O principal fator de desenvolvimento da fibromialgia é a amplificação da sensibilidade dolorosa pelo sistema nervoso central. Isso ocorre devido a modificações observadas nos mecanismos envolvidos no processamento da dor a nível cerebral. Entretanto, o que causa essas alterações permanece obscuro. Foram identificados até o momento alguns fatores de risco que atuam como gatilhos para o desenvolvimento desse quadro.

Os agentes que contribuem como fatores de risco para o desenvolvimento de um quadro doloroso crônico e ou de fibromialgia, podem ser:

  • natureza psicológica: perda de um familiar querido, envolvimento em um acidente automotivo,hospitalização prolongada,
  •  natureza infecciosa : exposição a certos tipos de infecção, por exemplo, a doença de Lyme e a mononucleose;
  • natureza traumática: procedimentos cirúrgicos e acidentes com trauma físico.

A predisposição genética é um fator bem estabelecido na fibromialgia. Parentes de primeiro grau de pacientes com fibromialgia apresentam um risco oito vezes maior de desenvolvê-la.

 

Diagnóstico

 

Em 1990 o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) desenvolveu os critérios para a classificação da fibromialgia. A combinação de dor difusa, com pelo menos três meses de duração associada à presença de pelo menos 11 de 18 pontos dolorosos previamente especificados, eram indicativos de fibromialgia.

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Critério diagnóstico de 1990 – Presença de dor em pelo menos 11 dos 18 tender points, à palpação manual aplicando-se uma força de aproximadamente 4 kg. Para se considerar um tender point como “positivo”, o paciente deve declarar que a palpação tenha sido dolorosa.

 

Entre 2010 e 2011 novos critérios do ACR para a fibromialgia são propostos, levando em consideração outros sintomas além da dor difusa.

Para isso são utilizados dois questionários. O índice de dor difusa e a escala de gravidade (clique nos links para responder aos questionários).

Utilizando esse novo critério, o paciente passa a preencher completamente o diagnóstico de fibromialgia caso apresente um índice de dor difusa ≥7/19 e uma escala de gravidade ≥5, ou índice de dor difusa entre 3–6 e escala de gravidade ≥9. Os sintomas devem estar estáveis e presentes por pelo menos três meses e não deve haver outra condição clínica que pudesse explicar essa sintomatologia.

NOTA: É fundamental a correlação clínica com os resultados obtidos nos questionários. As pontuações obtidas indicam fortemente a possibilidade de o paciente ter fibromialgia. (consulte seu médico) 

Tratamento

Três aspectos devem ser levados em conta no tratamento da fibromialgia: 

1. Tratamentos ativos como exercícios, terapias cognitivas e comportamentais e outras terapias ativas são as melhores recomendações para dor crônica. 

2. Terapias passivas como terapia manual, correntes elétricas, termoterapia e medicações são adjuvantes na dor crônica, complementam o tratamento. 

3. Na dor crônica, o foco é no ganho de função, também conhecida como restauração funcional. 

Informação e Educação 

É o primeiro passo no tratamento da fibromialgia. O paciente deve conhecer a natureza da sua doença, dos fatores que podem melhorá-la ou piorá-la. O tratamento não depende única e exclusivamente de medicamentos, e necessita da participação ativa do paciente, motivo pelo qual entender a doença é muito importante.

 Atividades Físicas 

A atividade física é certamente uma das modalidades terapêuticas mais eficazes para o tratamento da fibromialgia.  Vários trabalhos demonstram uma melhora global e do quadro doloroso ao longo do tempo. 

A prática deve ser bem dosada  para não aumentar a sensação de cansaço, seu início deve ser leve e a sua “intensidade” aumentada gradativamente. 

Atividades aeróbicas e de baixo impacto, como natação, caminhada ou hidroginástica, são as mais recomendadas. Em geral, uma caminhada, em ritmo normal, durante 30 minutos todos os dias proporciona efeitos terapêuticos positivos.

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Atividades aquáticas são muito indicadas para paciente com fibromialgia.

 A atividade física tem um efeito analgésico e  antidepressivo por estimular a liberação de endorfinas e por proporcionar uma sensação de bem-estar global e de autocontrole. Estudos recentes têm demonstrado que a atividade física melhora a ativação de áreas cerebrais relacionadas à regulação da dor

Acupuntura

A acupuntura têm resultados conflitantes, alguns pacientes podem se beneficiar dessa modalidade terapêutica para alívio da dor.

Osteopatia

A osteopatia consegue reduzir os sintomas próprios desta doença, fazendo com  que o paciente recupere a energia para ter uma vida ativa, através do restabelecimento equilíbrio estrutural e funcional.

Desenvolvimento Emocional

O desenvolvimento da inteligência emocional, contribui para melhoria dos sintomas pois consegue contribuir na mudanças de seus hábitos,e no reconhecimento de emoções que podem agir como gatilho o que ajuda no controle dos sintomas, e dá ânimo ao paciente para prosseguir no tratamento. 

Embora hoje em dia a fibromialgia não tenha cura ela pode ser controlada, proporcionando ao paciente uma boa qualidade de vida e funcionalidade. Para isso o trabalho de uma equipe multidisciplinar coordenada é fundamental. 

Thiago Rodriguez
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Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Por quê  tenho dor no calcanhar ?

Fascite plantar e esporão calcâneo e  são duas condições dos pés muito comuns bastante confundidas pelas pessoas. A confusão é normal e compreensível, pois muitas vezes elas estão ligadas entre si e possuem o mesmo motivo causador. Além disso, a dor localizada na região do calcanhar é um sinal comum entres as duas, o que aumenta ainda mais a confusão.

Fáscia Plantar

A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé.

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Fascite Plantar x Esporão Calcâneo

O esporão de calcâneo é um desenvolvimento ósseo anormal. Isso  acontece por uma tração exacerbada da fáscia plantar sobre o calcâneo, que leva o corpo a depositar cálcio no local, formando a espícula. Estima-se que uma em cada dez pessoas apresenta essa patologia, mas somente 5% de todos que têm esporão apresentam sintomas. Isso significa que na maioria dos casos o esporão não é a causa da dor. A dor pode vir de uma doença vascular, nervosa, reumática ou pela inflamação que o esporão causa nos tecidos adjacentes, como a fáscia.

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Fascite plantar é uma condição em que há uma inflamação da fáscia plantar. Os estiramento excessivo da fáscia plantar  gera uma sobrecarga sobre ela, causando inflamação e dor. Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. 

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Fatores de Risco

  • Aumento da intensidade de treinos ou início abrupto de atividades de alto impacto (como a corrida), que sobrecarregam e aumentam a rigidez da fáscia e criam muita tração na área do esporão, aumentando a probabilidade do seu aparecimento.
  • Calçado inadequado para prática esportiva (solado muito duro).
  • O excesso de peso (sobrepeso), que sobrecarrega demais o pé e o calcanhar;
  • Pés cavos ou pés  planos, esses tipos de pés  não têm eficiência para amortecer e receber o impacto adequadamente. O pé cavo por ser muito rígido e o pé plano por ter sua estrutura desabada e não suporta o corpo e o impacto.

Tratamento

Uma revisão bibliográfica de 2014 do Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT) sobre o assunto mostrou que a forma mais eficaz de se tratar as duas condições consiste em uma associação de:

  • Terapia manual
  • Alongamentos
  • Técnicas de bandagem
  • Uso de órteses (palmilhas para suporte do arco plantar)
  • Uso de talas noturnas

O uso de calçados com o solado da parte posterior levemente mais alta que o solado da parte anterior também ajuda a controlar a dor, embora não seja uma solução definiva. “Calcanheiras” de silicone comumente encontradas em lojas de sapato e farmácias não são uma boa opção. Embora aliviem a dor, causam muita instabilidade em todo o pé podendo predispor ao surgimento de tendinites em outras partes do pé.

 

Thiago Rodriguez

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Agilidade Emocional – uma arma contra o estresse

Agilidade Emocional – uma arma contra o estresse

Como se tornar emocionalmente ágil e controlar o estresse.

Vivemos em um ritmo acelerado e acompanhar todas as mudanças têm elevado os índices de estresse.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge cerca de 90% da população mundial impactando  nos maus hábitos das pessoas e também no desempenho profissional. Ainda segundo a pesquisa,  o cenário favorece o desenvolvimento de uma série de doenças, como câncer, diabetes, hipertensão e depressão.  

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A depressão é um doença ligada ao estresse

 

Estamos tão estressados  e sobrecarregados com as demandas da vida, que é comum nos perdemos em nossas rotinas e adiar os planos de melhorias e mudanças.

Quando a rotina  passa a ser um peso nos sentimos encurralados, angustiados e aprisionados. Como se nada do que fizéssemos pudesse mudar a situação e passamos a viver em um sistema vicioso.

Para  elevar nosso padrão de qualidade de vida a primeira coisa a fazer é mudar a  forma de se relacionar com nosso interior  (pensamentos, emoções e opinião sobre nós mesmo). Pois  é isso que define nossas ações e consequentemente tudo o que importa em nossa vida.

Usando a emoção a nosso favor

 “Estar bem exige que possamos nos adaptar às mudanças e sermos ágeis emocionalmente.” – Susan David – criadora do termo Agilidade Emocional

Inteligência Emocional  é a capacidade de controlar impulsos, reconhecer e trabalhar as emoções em situações adequadas. Em vez de suprimir as emoções, devemos compreender a razão pela qual elas existem e sermos resilientes.

Ter consciência sobre as nossas emoções e a aceitá-las aumenta a qualidade das nossas respostas frente às adversidades que enfrentamos no dia a dia.  Assim podemos compreender nossas emoções e definir as melhores estratégias para sair das crises.

Susan David defende a importância do conceito para abrir espaço para reflexão: “As pessoas vivem muito mais estressadas e menos questionadoras em relação a este desconforto emocional. A mudança envolve ter uma abertura para falar sobre emoções e comportamentos. Se não estivermos abertos  para falar de emoções, dificilmente conseguiremos inovar e nos desenvolver.”

Ser emocionalmente ágil não consiste em desconsiderar emoções e  pensamentos negativos. Mas enfrentá-los e depois deixá-los pra trás para fazer com que as coisas importantes da vida realmente aconteça.

Desenvolvendo a Agilidade Emocional

O desenvolvimento desta habilidade consiste em quatro movimentos essenciais:

  • Olhar de frente:  Significa enfrentar os pensamentos, emoções e comportamento. Questionar se são válidos e apropriados  para o momento que vivemos ou apenas fragmentos (antigas crenças) que não conseguimos desvencilhar.
  • Afastar-se:  É quando entendemos que não somos aquele pensamento e aquela emoção. Ao entendermos isso criamos um espaço entre nossa emoção e a maneira como reagimos a ela. Esta observação evita que nossas experiências mentais nos controlem e que nossas atitudes sejam tomadas a partir delas.
  • Ser coerente com nossos motivos: Após conseguir criar este espaço entre  nossas emoções e quem realmente somos começamos a nos concentrar mais naquilo que realmente nos interessa, nossos valores essenciais e nossas metas mais importantes. Conseguimos traçar melhor a rota  a seguir, nossos valores essenciais oferece a bússola para que possamos avançar na direção certa.
  • Seguir em frente: Após detectar suas emoções e encará-las, o próximo passo é realizar pequenos ajustes. Ajustar algumas partes rotineiras e habituais da vida, pode proporcionar um grande poder de mudança.

Dicas Importantes

Deixe de perseguir a perfeição, desfrute do processo de viver assumindo que estar vivo significa às vezes se machucar, fracassar e cometer erros.

Aceite – se com seus defeitos mas caminhe sempre buscando a evolução, tenha claro seus objetivos e deixe para trás  questões que não são mais úteis para você.

Com essas atitudes é possível manter ao longo da vida um sentimento de desafio e crescimento saudável, enfrentando os momentos de estresse de forma equilibrada sem prejuízos para saúde física e mental.

Priscila Fragoso

Especialista Emocional

 

 

 

 

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Lesões na Corrida

Lesões na Corrida

As lesões na corrida

A corrida é um dos esportes que mais cresce no Brasil. Basta observar o grande número de corridas de rua que vemos praticamente todos os finais de semana Brasil a fora. Em 2016 foram realizados 469 eventos desta natureza com cerca de 820 mil inscritos, de acordo com levantamento feito pela Federação Paulista de Atletismo (FPA).

Os benefícios atribuídos à corrida incluem melhoria na saúde física e mental,  controle do peso, redução do estresse e participação social. Ao começar a correr regularmente, os corredores relatam mudanças em seus estilos de vida, incluindo melhores hábitos  alimentares, melhoria do sono e diminuição da ingestão de álcool e tabaco. Eles também relatam que a corrida faz com que se sintam mais felizes, mais relaxados e cheios de energia. Apesar de todos os benefícios da corrida, o número de  lesões  aos praticantes é preocupante.

Dentre as lesões mais frequentes observadas entre os corredores de longa distância, podem-se citar as chamadas “lesões por estresse” ou de sobrecarga, tais como tendinopatia do calcâneo, síndrome de estresse tibial medial, fraturas de estresse, tendinite do semimembranoso, tendinite do poplíteo, tendinite da “pata-de-ganso”, síndrome de trato ilio-tibial e a fascite plantar.

Fatores biomecânicos

A hiperpronação do pé é um dos fatores biomecânicos de risco mais frequente encontrados nas lesões de sobrecarga. A pronação é um movimento natural do corpo, quando o pé cai um pouco para dentro ao andar ou correr. Mas quando esse movimento ocorre em excesso, a aplicação de carga repetitiva na região aumenta e pode ocasionar lesões e dores. 

Frequentemente observada em praticantes de corridas, a pisada pronada faz com que o pé distribua as cargas de forma desproporcional, sobrecarregando algumas regiões do corpo, como o arco do pé, dedão, calcanhar, tornozelo, joelho e quadril. 

A pisada pronada é uma alteração que causa um desvio de postura na pessoa e acontece por vários motivos, como:

  • Pé muito plano, também chamado de “chato” (quando o arco é desabado, ou seja, quando toca o chão quase que por inteiro);
  • Joelho valgo (para dentro);
  • Fraqueza nos músculos profundos do pé e do tibial posterior – músculo que fica na perna e ajuda no suporte do arco e do pé durante o caminhar;
  • A adaptação do corpo a partir de um movimento errado durante exercícios.
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Hiperpronação do tornozelo

Correção dos fatores biomecânicos

Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Caso a hiperpronação seja causada por fatores anatômicos uma palmilha proprioceptiva pode ser utilizada para corrigir desvio.

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Palmilhas proprioceptivas – são palmilhas confeccionadas individualmente com o objetivo reposicionar o corpo todo através de um estímulo gerado sob os pés.

Mas também podem haver desbalanços musculares que podem causar a hiperpronação, neste caso o fortalecimento e alongamento de grupos musculares são recomendados.

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Fortalecimento de tibial anterior, uma dos exercícios indicados para evitar a hiperpornação

Dicas para corredores

  1. Correr sobre superfícies planas e firmes,
  2. Evitar a utilização do mesmo tênis nos treinamentos em dias consecutivos,
  3. Procurar  alterar a velocidade e a superfície de treinamento em dias consecutivos,
  4. Realizar um período de aquecimento antes do inicio da corrida,
  5. Praticar regularmente exercícios de alongamento com atenção particular nos músculos do membros inferiores,
  6. Manter o período adequado de recuperação após treinamentos longos ou sobrecarga,
  7. Evitar treinamentos longos ou de sobrecarga nos dias de fadiga ou nos períodos de recuperação de lesões,
  8. Manter sempre hidratação adequada sobretudo em dias mais quentes.

Osteopatia e a corrida

“Se você quer correr melhor, você precisa se mover melhor” Jay Dicharry

Jay Dicharry é uma das maiores autoridade do mundo quando o assunto é corrida.

Ajudar o corpo a se mover melhor, livre de bloqueios articulares e desequilíbrios musculares é o papel do osteopata, mesmo quando não há uma lesão instalada. Assim, a osteopatia pode ajudar os corredores tanto preventivamente, quanto para equilibrar o corpo, promovendo uma melhor recuperação das lesões.

 

Thiago M. Rodriguez
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Hérnia de Disco

Hérnia de Disco

 

O que é hérnia de disco?

Alguns casos de dores na  coluna pode ter uma origem conhecida, como por exemplo a hérnia de disco.

No artigo sobre lombalgia abordamos as dores na coluna lombar de maneira genérica. Hoje falaremos de um problema bem comum que causa muita dor e geralmente muito medo nos pacientes.

O que são os discos?

Para compreender o que são hérnias de disco precisamos primeiramente entender o que são os discos intervertebrais.

O disco intervertebral é uma estrutura fibrocartilaginosa que tem como função permitir a mobilidade da coluna e amortecimento do peso do corpo. É dividido em duas partes, a parte externa é o ânulo fibroso e a interna o núcleo pulposo.

O ânulo fibroso, constituído por cartilagem fibrosa  que confere ao disco uma enorme resistência a carga axial. O núcleo pulposo tem uma consistência gelatinosa que contém aproximadamente 80% de água e tem função de amortecimentos dos choques axiais.

Tanto o núcleo quanto o ânulo fibroso absorvem água e é justamente este mecanismo de absorção de água que garante a saúde dos discos.

 

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Lesões dos discos intervertebrais

Fatores como herança genética, sedentarismo e tabagismo prejudicam a absorção de água pelos discos, o que os torna mais frágeis, iniciando os processos degenerativos do disco intervertebral.

Com a degeneração as fibras mais externas do disco se rompem, fragilizando a contenção do núcleo. Em algumas situações, em que não há ruptura completa do ânulo fibroso, o núcleo é forçado para áreas menos resistentes do disco, o que é chamado de protusão discal. Quando existe uma ruptura completa do ânulo fibroso o núcleo tende a migrar para fora do seu espaço habitual, o que é chamado de hérnia de disco.

Tanto em casos de protusão como em casos de hérnia de disco ocorre compressão das estruturas nervosa que emergem da medula espinhal. Esta compressão é o que gera os sintomas

 

Como saber é hérnia de disco e quais os principais sintomas

Sintomas da hérnia de disco

  • Dor ao longo do trajeto do nervo ciático que vai da coluna vertebral à nádega, coxa, perna e calcanhar;
  • Pode haver fraqueza nas pernas;
  • Dificuldade em levantar o pé deixando o calcanhar no chão;
  • Alteração no funcionamento do intestino ou bexiga, por compressão de nervos.

Tenho hérnia de disco, preciso operar ?

Em muitos casos não!

O tratamento conservador (sem cirurgia) funciona muito bem na grande maioria dos pacientes.

Em um trabalho do osteopata francês François Richard com 690 paciente, 91,32% tiveram bons resultados em diminuição de dor e retorno as atividades de vida diária, sendo que 60,98% puderam retornar ao esporte.

Vale ressaltar que os resultados foram obtidos após 7 ou 8 sessões de tratamento.

Em minha experiência 95% dos pacientes atendidos tiveram resultado positivo e recuperaram a qualidade de vida.

Outro fato a favor do tratamento conservador é que o corpo tem uma grande capacidade d reabsorver as hérnias de disco. Isso significa que as hérnias são mutáveis.

Hérnia de disco pode ser muito dolorida mas não é um atestado de incapacidade física e a indicação cirúrgica não é definitiva.

Thiago Rodriguez

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Enxaqueca

Enxaqueca

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é um dos 150 tipo de cefaleia que existe. Acredita-se que no Brasil 15,8%  da população sofra com as enxaquecas. Esta é a terceira doença mais prevalente e a sétima que mais incapacita no mundo.

É uma doença neurovascular caracterizada por crises repetidas de dor de cabeça incapacitante. Embora  a dor de cabeça latejante seja o sintoma mais comum da enxaqueca, não é o único. Náuseas, vômitos, hipersensibilidade à luz, barulho e cheiros, também podem estar presentes.

Ainda não se conhecem as causas exatas da enxaqueca. Mas um processo inflamatório de origem neurológica, alterações químicas no cérebro e alterações vasculares parecem ser os principais responsáveis.

Alguns estímulos são capazes de determinar o surgimento de uma crise de enxaqueca nos indivíduos predispostos. Para cada paciente os fatores desencadeantes variam, mas entre eles podemos destacar:

  • estresse;
  • sono prolongado ou privação de sono;
  • jejum;
  • traumas cranianos;
  • ingestão de certos alimentos como chocolate, laranja, comidas gordurosas e lácteas;
  • privação da cafeína, nos indivíduos que consomem grandes quantidades de café durante a semana e não repetem a ingestão durante o fim de semana;
  • uso de medicamentos vasodilatadores;
  • exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas;
  • mudanças súbitas da pressão atmosférica, como as experimentadas nos vôos em grandes altitudes; alterações climáticas; exercícios intensos;
  • alterações hormonais.

Como a osteopatia pode ajudar quem sofre  com enxaquecas?

Durante as crises de enxaqueca a osteopatia pode atenuar a dor, e fora dos períodos de crise  é que o tratamento irá se desenvolver com o objetivo de ser um fator preventivo.

É fundamental que o osteopata busque a origem dos sintomas, circunstâncias de aparecimento,frequência, localização, duração, etc. Munido de informações o profissional poderá ter um panorama global do corpo do paciente e poderá atuar de forma assertiva.  Com manipulações suaves, indolores e sem perigo, o osteopata corrige as disfunções. Por se tratar de uma abordagem holística muitas vezes o tratamento não é voltado apenas para a região da cabeça. Todo eixo da coluna vertebral, bem como as vísceras abdominais podem ser abordados buscando estimular o corpo as encontrar seu equilíbrio e com isso o controle da enxaqueca. 

Mudanças de hábitos também podem ajudar

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Organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas e levar tarefas para casa. Acredite, isso é possível mesmo com altas demandas;

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Estabelecer uma rotina para o sono, com média de 7 a 8 horas por dia

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Eliminar os alimentos identificados como desencadeantes das crises, o que varia de pessoa a pessoa, como os que contêm álcool, cafeína e condimentos fortes, por exemplo;

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Alimentar-se em horários regulares, evitando “pular” as refeições

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Evitar o uso indiscriminado de analgésicos sem prescrição médica

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Realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3x/semana)

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Inserir em sua rotina atividades que beneficiem o relaxamento e o alívio do estresse, como a prática de hobbies, leituras, meditação, entre outros.

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Evitar exposição a luz, ruídos e cheiros fortes, especialmente durante as crises;

O Tratamento Osteopático em conjunto com hábitos mais saudáveis possibilitará maior qualidade de vida, bem estar, diminuição ou até mesmo exclusão das crises de enxaqueca.

Thiago Rodriguez

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Lombalgia

Lombalgia

Conhecer a lombalgia é uma arma poderosa para encarar as dores.

A lombalgia é altamente incidente ao redor do mundo, por isso muitos pesquisadores se dedicam a investigar sobre o tema. Atualmente passamos por uma grande revolução no cuidado com a coluna. E este conhecimento agregado ajuda tanto profissionais da saúde quanto os paciente a lidarem melhor com a dor lombar.

“Conheça a si mesmo e ao inimigo e, em cem batalhas você nunca correrá perigo.”   Zun Tsu – A Arte da Guerra.

A coluna é uma das partes mais fortes do corpo.  Constituída de blocos ósseos sólidos unidos por discos que dão força e flexibilidade a coluna, reforçada por ligamentos fortes e cercada por músculos grandes e poderosos que a protegem.  Surpreendentemente é difícil machucar a coluna. A maioria das pessoas com lombalgia não tem algum dano em sua coluna. Muito poucas pessoas que têm dor nas costas apresentam alguma lesão em um disco ou um nervo pinçado.

coluna vertebral de vidro

Dizer que a coluna é frágil é um grande mito, na verdade ela é muito resistente

A verdade é que na maioria das pessoas, não podemos identificar exatamente fonte do problema. Pode ser frustrante não saber exatamente o que está errado. Mas por outro lado é uma boa notícia – você não tem nenhum problema sério, doença ou qualquer dano grave nas suas costas. A maior parte da vezes a lombalgia vem dos músculos, ligamentos e articulações da coluna. A coluna simplesmente não está se movendo e trabalhando como deveria. Então, o que você precisa fazer é trabalhar para que a coluna volte a se mover corretamente.

O estresse pode aumentar a quantidade de dor que você sente. A tensão causa espasmos musculares e os músculos  se tornam dolorosos. Portanto controlar fatores emocionais também é  determinante para a resolução da lombalgia.

Tratamento da Lombalgia

Antigamente o tratamento da lombalgia consistia em repouso. Mas repouso prolongado na cama por mais de um ou dois dias não é bom, pois causa fraqueza óssea e  muscular, o corpo fica mais rígido, você vai perdendo aptidão física, fica deprimido(a) e torna-se cada vez mais difícil  livrar-se da dor.

Atualmente o objetivo da fisioterapia é recuperar o paciente mais rápido possível. O paciente deve mover-se de maneira natural e sem limitações, readquirindo assim sua funcionalidade e independência.

O tratamento é dividido em fases. Primeiramente o fisioterapeuta trabalha para controlar os sintomas do paciente, nesta fase a osteopatia é muito indicada. Em um segundo momento, o tratamento evolui para uma fase de controle motor com exercícios de fortalecimento e alongamento. Por fim a terceira fase (otimização funcional) em que o paciente será preparado para o retorno as atividades físicas de maneira progressiva.

Um diagnóstico de dor lombar não é uma condenação, uma vida plena e sem dor é possível. Adquirir hábitos mais saudáveis, praticar atividades físicas e procurar ajuda profissional ajudará no alívio da dor possibilitando maior qualidade de vida. 

Técnicas como Osteopatia e Acupuntura além de diminuir a dor reduz o consumo de medicamentos, sendo benéfico para o corpo. Para casos de dor agravada por estresse  a terapia e outras técnicas holísticas podem ser grandes aliadas.

Recomendação: Em caso de Dor Lombar : Mexa- se!!

Procure sempre orientação profissional.

Thiago Rodriguez

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Condropatia patelar

Condropatia patelar

Condropatia Patelar

Dor anterior no joelho, principalmente ao subir ou descer escadas, dor quando se levanta após passar muito tempo sentado? Pode ser sinal de uma condropatia patelar que pode ter consequências graves a longo prazo.

Anatomia

A cartilagem da patelar é a mais espessa do corpo. Isso se deve ao fato dessa cartilagem ser submetida a altas cargas durantes os movimentos do dia-a-dia, principalmente durante a prática de esportes de impacto.  A condropatia patelar é a lesão desta cartilagem pelo atrito incorreto da patela contra o fêmur.  É uma doença relativamente comum em indivíduos jovens, principalmente as mulheres. 

cartilagem patelar

Sinais e Sintomas

O sintoma mais comum é a dor na região anterior do joelho,  em atividades diárias como subir e descer escadas, levantar após permanecer muito tempo sentado. É bastante comum que a dor tenha um inicio sem uma causa aparente como um trauma, geralmente coincide com o início de uma prática esportiva. Outro sinal importante da condropatia é a crepitação (aquele “croc-croc”) durante os movimentos  do joelho. Isso se deve a musculatura anterior da coxa que força a patela contra o fêmur principalmente no início da extensão do joelho, pode  ainda apresentar inchaço.

Causas

Existem muitos fatores que podem predispor a condropatia patelar. Alterações anatômicas no formato da patela ou do  fêmur que comprometem o encaixe dos dois ossos. Fatores biomecânicos como encurtamento da musculatura posterior da coxa, ou fraqueza dos músculos da coxa ou do quadril.  Ou ainda falta de controle motor que leva a uma falha dinâmica do encaixe entre a patela e o fêmur. O valgo dinâmico é caracterizado pelo movimento excessivo de adução de quadril, rotação medial (joelho para dentro) e hiperpronação de calcâneo (pisada para dentro), durante o andar, descer degraus e correr por exemplo. 

valgo dinâmico de joelho

Valgo dinâmico predispõe a condropatia patelar

 

Tratamento

A fisioterapia é um tratamento eficaz em 90% dos casos. Inicialmente o tratamento visa controlar os sintomas e o processo inflamatório. Em uma segunda fase o enfoque do tratamento passa a ser a estabilidade e a absorção de impacto pela articulação patelofemoral. Para isso  são utilizados exercícios de fortalecimento dos músculos do joelho e do quadril. 

Além do fortalecimento, o treino do controle dinâmico dos membros inferiores é parte fundamental do tratamento. É realizado um treino progressivo de reeducação, voltado para a correção de padrões anormais de movimento  durante atividades com descarga de peso, na tentativa de melhorar o encaixe entre a patela e o fêmur durante todo o arco de movimento do joelho. Isso garante uma melhor distribuição de cargas por toda a superfície da patela, reduzindo a sobrecarga na cartilagem e demais estruturas do joelho.

Visão da osteopatia

Na visão da osteopatia a condropatia patelar pode ser causada por disfunções em articulações distantes do joelho, como o tornozelo ou o quadril. Um entorse de tornozelo, por exemplo, pode a longo prazo predispor o surgimento de uma condropatia patelar, devido a alterações mecânicas causadas por bloqueios articulares gerados pelo entorse. Neste caso o tratamento convencional surtirá pouco efeito.   A osteopatia e a fisioterapia convencional são práticas complementares. Cada uma tem sua parcela de importância na recuperação do paciente.

Thiago Rodriguez

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Equilíbrio Emocional x Saúde

Equilíbrio Emocional x Saúde

Equilíbrio emocional é fator determinante para Saúde

Desenvolver equilíbrio emocional é o segredo para sentir confiança, alegria e disposição. É importante ressaltar que controlar as emoções, não significa bloquear as emoções ruins e viver em constante estado de felicidade ( como seres humanos que somos, isso seria impossível).

Controle emocional é  saber identificar as emoções e direciona-las para  não tomar decisões precipitadas. 

A vida é instável e não controlamos todos os acontecimentos,  isso muitas vezes gera estresse. Acertos e erros caminham lado a lado, são parte da vida e precisamos aprender a lidar com ambos, sempre.

Quando o controle sobre as emoções é perdido, a autoestima baixa e a tomada de decisões insatisfatórias torna-se mais frequente gerando alto nível de estresse. O estresse leva a problemas como depressão, ansiedade, problemas no aparelho digestivo, insônia, agitação e dores no corpo. Gerando, assim, um ciclo infinito de dor e problemas.

Especialistas incentivam a busca por soluções práticas e a aceitação dos fracassos como forma de aprendizado.

Por outro lado, um bom controle emocional diminui os níveis de estresse físico e psicológico, aumenta a imunidade, a autoestima e a concentração.

Além disso, melhora a predisposição para relacionamentos interpessoais e ainda reduz sentimentos como raiva, medo e impaciência.

Algumas técnicas podem ser muito eficiente para alcançar o equilíbrio emocional. A meditação é um exercício que age no cérebro proporcionando maior domínio das emoções.  A prática da  Yoga integra benefícios para o corpo e para alma em um processo com troca entre energia física e emocional segundo as tradições milenares. Contudo, em alguns casos a ajuda de um terapeuta pode ser de fundamental importância.

 

Priscila Fragoso 

 

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