Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica

Você sente dor na região lateral do quadril e da coxa, sem motivo aparente? Sente dificuldade para realização de exercícios, ficar em pé por longos períodos, subir ou descer escadas e até mesmo caminhar? Ou dor para deitar de lado sobre o local afetado? Você pode estar sofrendo de bursite trocantérica ou simplesmente bursite de quadril.

 

O que são bursas?

 

É muito mais comum ouvirmos falar em bursite do ombro, porém a bursite do quadril é a segunda dor mais incidente na região, perdendo apenas para a osteoartrite.

 

No geral bursas são estruturas semelhantes a pequenas bolsas. São constituídas de  tecido conjuntivo e preenchidas por líquido (líquido sinovial). Elas auxiliam no amortecimento de impacto e no deslizamento de uma estrutura sobre a outra , agindo como pequenas “almofadas”, que minimizam o atrito durante os movimentos que ocorrem nas articulações.

Existem centenas de bursas espalhadas pelo corpo, algumas estão situadas em torno do trocânter maior do fêmur, porção mais saliente desse osso, que pode facilmente ser  palpado na lateral do quadril.

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O processo inflamatório de qualquer uma das bursas sinoviais recebe o nome de bursite.

O que é bursite trocantérica?

A bursite isoladamente, não existe. Ela está  geralmente associada ao acometimento de outras estruturas como o tendão do músculo glúteo médio e a fáscia lata (tecido fibroso,situado na região lateral do quadril e coxa).

Essa associação de doenças recebe o nome de Síndrome da dor Trocantérica ou Síndrome Dolorosa Trocantérica.

As mulheres, por fatores anatômicos e hormonais,  são mais propensas a desenvolverem a bursite trocantérica.  A proporção chega a 4/1 em relação aos homens.

Causas

A causa mais frequentemente de bursite são o microtraumas na região trocantérica devido ao esforço. Esse estresse resulta da sobrecarga nos tendões e bursas provocada por excesso de carga durante uma atividade física; atrito por movimentos repetitivos, no caso da prática esportiva; desequilíbrio muscular ou fraqueza dos músculos sobretudo glúteo mínimo e médio. Vale lembrar que em casos de fraqueza muscular extrema, atividades leves como uma simples caminhada, pode gerar  sobrecarga suficientes para desencadear a lesão e os sintomas.

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A bursite trocantérica pode ser causada por trauma direto, por exemplo queda sobre a lateral do quadril. E também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre as estruturas do trocânter maior como: diferença do comprimento dos membros (uma perna mais curta que a outra), quadris largos (uma das causas que justificam a maior incidência dessa doença em mulheres) e encurtamento do tecido fibroso na lateral do quadril (fáscia lata).

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Alguns fatores de risco podem estar associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar, doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. Essas doenças afetam o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregaram os tendões e bursas da região lateral do quadril.

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Tratamento

A osteopatia pode ser utilizada em um primeiro momento para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. As técnicas manipulativas permitem uma melhora da função das articulações relacionadas ao quadril, como a sacroilíaca e a coluna lombar. Técnicas de  liberação miofascial promovem alongamento da fáscia para diminuir o atrito sobre o trocânter maior.

Uma dica nessa fase, é dormir com travesseiro entre as pernas para reduzir a sobrecarga a qual o paciente está exposto durante o dia, na tentativa de reduzir o estresse local e de diminuir o quadro agudo de dor.

É importante ressaltar que exercícios com a finalidade de fortalecer a musculatura glútea e demais músculos do membro inferior, são importantes  na tentativa de reduzir a sobrecarga do quadril e restabelecer o equilíbrio muscular de todo o membro inferior.

Pacientes que apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, também é necessário a abordagem terapêutica dessas articulações.

Thiago Rodriguez

CREFITO: 125946

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Posturologia : Alinhando as estruturas corporais

Posturologia : Alinhando as estruturas corporais

O que sua postura diz sobre a sua saúde?

A Posturologia é um método que foi desenvolvido na França e trata-se de uma técnica terapêutica preventiva e corretiva, onde estuda a relação entre a postura e as mais diversas patologias. O tratamento é indicado para crianças, adultos e idosos.

Este método é composto por uma avaliação individualizada, feita através da observação dos captores posturais, principalmente pés, olhos, boca, cicatrizes, vísceras, nervos e músculos.  A partir dessa avaliação os captores alterados deverão ser corrigidos através de palmilhas posturais, exercícios para os músculos dos olhos, estímulos bucais e técnicas osteopáticas.

As palmilhas apresentam uma espessura reduzida para que seja utilizada em qualquer tipo de calçado – sapatos, sandálias ou tênis. Elas beneficiam não apenas o pé, mas todo o corpo, sendo capaz de equilibrar as cadeias musculares, obtendo uma postura mais harmônica.

O Tratamento

O paciente utilizará as palmilhas em seus calçados diariamente, por volta de 1 ano, podendo sofrer variações de acordo com os critérios do terapeuta, com um controle a cada 45 dias para o acompanhamento das evoluções e correções.

 

Indicações:

  • Má postura
  • Pés chatos ou cavos
  • Joelhos valgos ou varos
  • Hiperlordose lombar
  • Cifose dorsal
  • Escolioses
  • Hérnias discais
  • Dores ciáticas
  • Presença de perna curta
  • Artrose no quadril e/ou joelhos
  • Dores nos pés e/ou joelhos
  • Fascite plantar
  • Joanetes e hipercalosidades
  • Esporão de calcâneo
  • Dificuldades de se concentrar
  • Tonturas
  • Cervicalgias
  • Dores na ATM
  • Fadiga ocular
  • Dores de cabeça
  • Quedas e instabilidades
  • Atletas amadores e profissionais

 

Ft.  Alessandra Ferreira Souza

Crefito 3/178202-F

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Fibromialgia

Fibromialgia

O que é Fibromialgia?

 

A fibromialgia é  uma condição reumatológica caracterizada por dor generalizada e redução do limiar de dor. Os sintomas incluem ainda fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios do sono,
dor de cabeça, enxaqueca, variações no funcionamento intestinal e  dor abdominal difusa.

Qual a causa?

O principal fator de desenvolvimento da fibromialgia é a amplificação da sensibilidade dolorosa pelo sistema nervoso central. Isso ocorre devido a modificações observadas nos mecanismos envolvidos no processamento da dor a nível cerebral. Entretanto, o que causa essas alterações permanece obscuro. Foram identificados até o momento alguns fatores de risco que atuam como gatilhos para o desenvolvimento desse quadro.

Os agentes que contribuem como fatores de risco para o desenvolvimento de um quadro doloroso crônico e ou de fibromialgia, podem ser:

  • natureza psicológica: perda de um familiar querido, envolvimento em um acidente automotivo,hospitalização prolongada,
  •  natureza infecciosa : exposição a certos tipos de infecção, por exemplo, a doença de Lyme e a mononucleose;
  • natureza traumática: procedimentos cirúrgicos e acidentes com trauma físico.

A predisposição genética é um fator bem estabelecido na fibromialgia. Parentes de primeiro grau de pacientes com fibromialgia apresentam um risco oito vezes maior de desenvolvê-la.

Diagnóstico

 

Em 1990 o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) desenvolveu os critérios para a classificação da fibromialgia. A combinação de dor difusa, com pelo menos três meses de duração associada à presença de pelo menos 11 de 18 pontos dolorosos previamente especificados, eram indicativos de fibromialgia.

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Critério diagnóstico de 1990 – Presença de dor em pelo menos 11 dos 18 tender points, à palpação manual aplicando-se uma força de aproximadamente 4 kg. Para se considerar um tender point como “positivo”, o paciente deve declarar que a palpação tenha sido dolorosa.

 

Entre 2010 e 2011 novos critérios do ACR para a fibromialgia são propostos, levando em consideração outros sintomas além da dor difusa.

Para isso são utilizados dois questionários. O índice de dor difusa e a escala de gravidade (clique nos links para responder aos questionários).

Utilizando esse novo critério, o paciente passa a preencher completamente o diagnóstico de fibromialgia caso apresente um índice de dor difusa ≥7/19 e uma escala de gravidade ≥5, ou índice de dor difusa entre 3–6 e escala de gravidade ≥9. Os sintomas devem estar estáveis e presentes por pelo menos três meses e não deve haver outra condição clínica que pudesse explicar essa sintomatologia.

NOTA: É fundamental a correlação clínica com os resultados obtidos nos questionários. As pontuações obtidas indicam fortemente a possibilidade de o paciente ter fibromialgia. (consulte seu médico) 

Tratamento

Três aspectos devem ser levados em conta no tratamento da fibromialgia:

1. Tratamentos ativos como exercícios, terapias cognitivas e comportamentais e outras terapias ativas são as melhores recomendações para dor crônica.

2. Terapias passivas como terapia manual, correntes elétricas, termoterapia e medicações são adjuvantes na dor crônica, complementam o tratamento.

3. Na dor crônica, o foco é no ganho de função, também conhecida como restauração funcional.

Informação e Educação

É o primeiro passo no tratamento da fibromialgia. O paciente deve conhecer a natureza da sua doença, dos fatores que podem melhorá-la ou piorá-la. O tratamento não depende única e exclusivamente de medicamentos, e necessita da participação ativa do paciente, motivo pelo qual entender a doença é muito importante.

 Atividades Físicas

A atividade física é certamente uma das modalidades terapêuticas mais eficazes para o tratamento da fibromialgia.  Vários trabalhos demonstram uma melhora global e do quadro doloroso ao longo do tempo.

A prática deve ser bem dosada  para não aumentar a sensação de cansaço, seu início deve ser leve e a sua “intensidade” aumentada gradativamente.

Atividades aeróbicas e de baixo impacto, como natação, caminhada ou hidroginástica, são as mais recomendadas. Em geral, uma caminhada, em ritmo normal, durante 30 minutos todos os dias proporciona efeitos terapêuticos positivos.

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Atividades aquáticas são muito indicadas para paciente com fibromialgia.

A atividade física tem um efeito analgésico e  antidepressivo por estimular a liberação de endorfinas e por proporcionar uma sensação de bem-estar global e de autocontrole. Estudos recentes têm demonstrado que a atividade física melhora a ativação de áreas cerebrais relacionadas à regulação da dor

Acupuntura

A acupuntura têm resultados conflitantes, alguns pacientes podem se beneficiar dessa modalidade terapêutica para alívio da dor.

Osteopatia

A osteopatia consegue reduzir os sintomas próprios desta doença, fazendo com  que o paciente recupere a energia para ter uma vida ativa, através do restabelecimento equilíbrio estrutural e funcional.

Desenvolvimento Emocional

O desenvolvimento da inteligência emocional, contribui para melhoria dos sintomas pois consegue contribuir na mudanças de seus hábitos,e no reconhecimento de emoções que podem agir como gatilho o que ajuda no controle dos sintomas, e dá ânimo ao paciente para prosseguir no tratamento.

Embora hoje em dia a fibromialgia não tenha cura ela pode ser controlada, proporcionando ao paciente uma boa qualidade de vida e funcionalidade. Para isso o trabalho de uma equipe multidisciplinar coordenada é fundamental.

Thiago Rodriguez
CREFITO 3/125946

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Quando o corpo comunica nossas dores ou dificuldades emocionais.

Quando o corpo comunica nossas dores ou dificuldades emocionais.

Psicossomática: O corpo fala as dores da alma.

Enxaqueca inexplicada, gastrite nervosa, erupções cutâneas, alergias das mais diversas, dores de estômago, de garganta, nas costas, e por aí vai…
Quando ultrapassamos nossos limites psicológicos e não podemos lidar habilmente com determinadas emoções, pode ocorrer o que a psicologia nomeia como psicosomatização, ou seja, é quando o corpo fala pela pessoa através de sinais físicos, instalando ou agravando doenças.
Alguns exemplos de situações que sobrecarregam e impactam negativamente nosso emocional e que quando não tratados podem refletir em doenças no corpo são: sentimentos de culpa, sentimentos de rejeição, medo, dependência, mudanças na vida das mais diversas naturezas, sentimento de impotência, traumas dos mais variados tipos, tristeza, ansiedade generalizada, perdas…
Esses impactos emocionais, por sua vez, afetam o sistema imunológico que dá abertura à respostas físicas que aparecem através de sintomas, como os citados no início dessa matéria.
Os primeiros sintomas são expressões que comunicam a existência de um conflito emocional / psíquico e, se não tratado, irá desencadear a doença física.

O corpo, à medida que os sintomas vão sendo ignorados, vai agravando o problema até que a pessoa se dê conta de que algo ruim está acontecendo e para que tome alguma atitude para mudar a situação.

Como a doença física é o efeito e a dificuldade emocional é a causa, tratar apenas a doença física poderá curar aquele quadro enfermo físico específico, mas a dor emocional permanecerá e outras doenças irão surgir.
Assim, é indispensável o tratamento da dor psíquica através de processo psicoterápico.
Entretanto, havendo sido instalada uma doença no corpo físico, não haverá mais como tratar apenas a emoção que desencadeou tudo, sendo necessário também tratar a doença física.
Portanto, tomar contato com as nossas emoções, se conhecer e conhecer suas respostas emocionais nos momentos de impactos  da vida, vai permitir a redução da dor, do sofrimento e do processo de adoecimento.
O homem é um ser integral. Corpo e mente sempre trabalham juntos!
Autoconhecimento é um ato muito importante para nossa saúde integral, seja para buscar a cura ou prevenir doenças.
Cuidando da mente e da emoção, você cuida da vida!
Texto por: Bianca Pavan
Psicóloga
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Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Calcanhar dolorido ? Fascite plantar ou esporão

Por quê  tenho dor no calcanhar ?

Fascite plantar e esporão calcâneo e  são duas condições dos pés muito comuns bastante confundidas pelas pessoas. A confusão é normal e compreensível, pois muitas vezes elas estão ligadas entre si e possuem o mesmo motivo causador. Além disso, a dor localizada na região do calcanhar é um sinal comum entres as duas, o que aumenta ainda mais a confusão.

Fáscia Plantar

A fáscia plantar é um tecido conjuntivo que se estende da base do osso calcâneo (calcanhar) por toda planta do pé. É uma banda fibrosa e firme que sustenta e mantém o arco plantar de pé.

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Fascite Plantar x Esporão Calcâneo

O esporão de calcâneo é um desenvolvimento ósseo anormal. Isso  acontece por uma tração exacerbada da fáscia plantar sobre o calcâneo, que leva o corpo a depositar cálcio no local, formando a espícula. Estima-se que uma em cada dez pessoas apresenta essa patologia, mas somente 5% de todos que têm esporão apresentam sintomas. Isso significa que na maioria dos casos o esporão não é a causa da dor. A dor pode vir de uma doença vascular, nervosa, reumática ou pela inflamação que o esporão causa nos tecidos adjacentes, como a fáscia.

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Fascite plantar é uma condição em que há uma inflamação da fáscia plantar. Os estiramento excessivo da fáscia plantar  gera uma sobrecarga sobre ela, causando inflamação e dor. Geralmente, quem sofre dessa patologia, sente fortes dores no pé logo pela manhã, ao dar os primeiros passos.

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Fatores de Risco

  • Aumento da intensidade de treinos ou início abrupto de atividades de alto impacto (como a corrida), que sobrecarregam e aumentam a rigidez da fáscia e criam muita tração na área do esporão, aumentando a probabilidade do seu aparecimento.
  • Calçado inadequado para prática esportiva (solado muito duro).
  • O excesso de peso (sobrepeso), que sobrecarrega demais o pé e o calcanhar;
  • Pés cavos ou pés  planos, esses tipos de pés  não têm eficiência para amortecer e receber o impacto adequadamente. O pé cavo por ser muito rígido e o pé plano por ter sua estrutura desabada e não suporta o corpo e o impacto.

Tratamento

Uma revisão bibliográfica de 2014 do Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT) sobre o assunto mostrou que a forma mais eficaz de se tratar as duas condições consiste em uma associação de:

  • Terapia manual
  • Alongamentos
  • Técnicas de bandagem
  • Uso de órteses (palmilhas para suporte do arco plantar)
  • Uso de talas noturnas

O uso de calçados com o solado da parte posterior levemente mais alta que o solado da parte anterior também ajuda a controlar a dor, embora não seja uma solução definiva. “Calcanheiras” de silicone comumente encontradas em lojas de sapato e farmácias não são uma boa opção. Embora aliviem a dor, causam muita instabilidade em todo o pé podendo predispor ao surgimento de tendinites em outras partes do pé.

 

Thiago Rodriguez

Crefito: 125946

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Dorme e acorda com sensação de fadiga? Você pode estar doente.

Dorme e acorda com sensação de fadiga? Você pode estar doente.

Sente-se extremamente exausta, com uma fadiga que costuma piorar com a atividade física ou mental, e que também não melhora com o repouso? Costuma ter  dores musculares e nas articulações, além de dificuldade de concentração e para lembrar-se das coisas? Saiba que no mundo cerca de 24 milhões de pessoas sentem a mesma coisa.

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Ainda não é possível explicar a causa, mas acredita-se em uma somatória de fatores que vão desde infecções virais, problemas no sistema imunológico a desequilíbrios hormonais. Além de fatores externos como o estresse originado principalmente no trabalho e nas relações íntimas e familiares.

A doença afeta principalmente mulheres entre os 20 e os 50 anos, embora possa ocorrer em pessoas de todas as idades, incluindo crianças gerando algumas incapacidades que  exigem mudanças no estilo de vida.

Pode ainda ser confundida com a fibromialgia. (para saber mais sobre fibromialgia clique aqui) 

Sintomas  da síndrome da fadiga crônica

São observados oito sinais e sintomas oficiais, elencados pelos médicos como uma espécie de critério para o diagnóstico da doença. O principal sintoma, evidentemente, é o que dá origem ao seu nome: fadiga.

Os outros sete sinais são:

  • Perda de memória ou de concentração
  • Garganta inflamada
  • Aumento dos gânglios no pescoço ou nas axilas
  • Dor muscular inexplicável
  • Dor nas articulações, principalmente quando a dor migra de uma articulação para outra, sem apresentar, no entanto, nenhum sinal de inchaço ou vermelhidão na área afetada
  • Dor de cabeça
  • Sono recorrente e intermitente
  • Exaustão extrema que dura mais de 24 horas após o exercício físico ou mental.

No entanto, os pacientes podem, ainda, apresentar sintomas diferentes destes, como febre, irritabilidade e confusão.

 

Tratamento

Na maioria dos casos, os sintomas da síndrome da fadiga crônica diminuem com o passar do tempo, porém não existe uma cura. Por isso, os tratamentos são indicados para manutenção da qualidade de vida e diminuição dos impactos sobre a  funcionalidade.

 Os únicos tratamentos de eficácia comprovada  são a terapia cognitivo-comportamental e exercícios regulares sob orientação.

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Além disso, as terapias alternativas como a psicoterapia holísticas, aromaterapia, terapia com florais e técnicas corporais como a osteopatia colaboram para a saúde física e mental por reduzirem os sintomas.

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Vida de Atleta

Vida de Atleta

Qual  preço você está disposto a pagar para ir mais longe no esporte?

Quem é ou foi atleta um dia, sabe quanto é difícil a vida no esporte. Mas hoje não quero falar para os grandes campeões que vivem  do talento e dedicação ao esporte.

Hoje quero falar para aqueles  apaixonados pelo esporte que encaixam esta paixão entre todas as atividades do dia.

Para muitos o  esporte é apenas um hobbie para passar o tempo ou encontrar  os amigos. Porém, para outros, o esporte vai além da simples “pelada” de domingo ou aquela corridinha diária, é sinônimo de garra, superação e ir além.

De fato, ninguém nasce com  as habilidades necessárias e o físicos para ser um atleta. Por isso, para chegar ao nível competitivo, é preciso muito esforço, treino e determinação.

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São inúmeros desafios: lidar com a competitividade, se esforçar fisicamente, superar limites, suportar a pressão psicológica, manter alimentação balanceada, enfrentar a frustração, treinar durante horas seguidas, ter disciplina, suportar as repetições, realizar sessões de fisioterapia, alcançar recordes, minimizar o estresse, ser focado, desenvolver controle mental, mudar hábitos, se recuperar de lesões, manter a motivação inabalada, estipular e quebrar metas, renunciar momentos com amigos e família  , tolerar a dor e se dedicar de forma extrema.

Por trás do esportista vencedor, está alguém que enfrentou uma trajetória árdua, que vai muito além de medalhas e troféus. Conquistar os objetivos pessoais diz respeito a uma rotina intensa de treinamentos, obstáculos, superações e alinhamento entre corpo e mente.

E nem sempre é fácil encontrar este equilíbrio, por isso no Instituto Curarte oferecemos  cuidados  integrados aliando técnicas corporais, ferramentas de inteligência emocional  e coaching de alta performance, a fim de proporcionar a nossos clientes  o equilíbrio entre corpo e mente.

Nossos serviços auxiliam  atletas a melhorar o rendimento, minimizar o risco das lesões e potencializar a performance, para alcançar sempre os melhores resultados.

O que você está buscando?

Thiago Medeiros Rodriguez
CREFITO 3/125946-F

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Agilidade Emocional – uma arma contra o estresse

Agilidade Emocional – uma arma contra o estresse

Como se tornar emocionalmente ágil e controlar o estresse.

Vivemos em um ritmo acelerado e acompanhar todas as mudanças têm elevado os índices de estresse.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge cerca de 90% da população mundial impactando  nos maus hábitos das pessoas e também no desempenho profissional. Ainda segundo a pesquisa,  o cenário favorece o desenvolvimento de uma série de doenças, como câncer, diabetes, hipertensão e depressão.

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A depressão é um doença ligada ao estresse

 

Estamos tão estressados  e sobrecarregados com as demandas da vida, que é comum nos perdemos em nossas rotinas e adiar os planos de melhorias e mudanças.

Quando a rotina  passa a ser um peso nos sentimos encurralados, angustiados e aprisionados. Como se nada do que fizéssemos pudesse mudar a situação e passamos a viver em um sistema vicioso.

Para  elevar nosso padrão de qualidade de vida a primeira coisa a fazer é mudar a  forma de se relacionar com nosso interior (pensamentos, emoções e opinião sobre nós mesmo). Pois  é isso que define nossas ações e consequentemente tudo o que importa em nossa vida.

Usando a emoção a nosso favor

 “Estar bem exige que possamos nos adaptar às mudanças e sermos ágeis emocionalmente.” – Susan David – criadora do termo Agilidade Emocional

Inteligência Emocional  é a capacidade de controlar impulsos, reconhecer e trabalhar as emoções em situações adequadas. Em vez de suprimir as emoções, devemos compreender a razão pela qual elas existem e sermos resilientes.

Ter consciência sobre as nossas emoções e a aceitá-las aumenta a qualidade das nossas respostas frente às adversidades que enfrentamos no dia a dia.  Assim podemos compreender nossas emoções e definir as melhores estratégias para sair das crises.

Susan David defende a importância do conceito para abrir espaço para reflexão: “As pessoas vivem muito mais estressadas e menos questionadoras em relação a este desconforto emocional. A mudança envolve ter uma abertura para falar sobre emoções e comportamentos. Se não estivermos abertos  para falar de emoções, dificilmente conseguiremos inovar e nos desenvolver.”

Ser emocionalmente ágil não consiste em desconsiderar emoções e  pensamentos negativos. Mas enfrentá-los e depois deixá-los pra trás para fazer com que as coisas importantes da vida realmente aconteça.

Desenvolvendo a Agilidade Emocional

O desenvolvimento desta habilidade consiste em quatro movimentos essenciais:

  • Olhar de frente:  Significa enfrentar os pensamentos, emoções e comportamento. Questionar se são válidos e apropriados  para o momento que vivemos ou apenas fragmentos (antigas crenças) que não conseguimos desvencilhar.
  • Afastar-se:  É quando entendemos que não somos aquele pensamento e aquela emoção. Ao entendermos isso criamos um espaço entre nossa emoção e a maneira como reagimos a ela. Esta observação evita que nossas experiências mentais nos controlem e que nossas atitudes sejam tomadas a partir delas.
  • Ser coerente com nossos motivos: Após conseguir criar este espaço entre  nossas emoções e quem realmente somos começamos a nos concentrar mais naquilo que realmente nos interessa, nossos valores essenciais e nossas metas mais importantes. Conseguimos traçar melhor a rota  a seguir, nossos valores essenciais oferece a bússola para que possamos avançar na direção certa.
  • Seguir em frente: Após detectar suas emoções e encará-las, o próximo passo é realizar pequenos ajustes. Ajustar algumas partes rotineiras e habituais da vida, pode proporcionar um grande poder de mudança.

Dicas Importantes

Deixe de perseguir a perfeição, desfrute do processo de viver assumindo que estar vivo significa às vezes se machucar, fracassar e cometer erros.

Aceite – se com seus defeitos mas caminhe sempre buscando a evolução, tenha claro seus objetivos e deixe para trás  questões que não são mais úteis para você.

Com essas atitudes é possível manter ao longo da vida um sentimento de desafio e crescimento saudável, enfrentando os momentos de estresse de forma equilibrada sem prejuízos para saúde física e mental.

Priscila Fragoso

Especialista Emocional

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Alongamento no esporte

Alongamento no esporte

As dúvidas sobre alongamento são frequentes e comuns. Qual a melhor forma de alongar? Por quanto tempo? Antes ou depois dos exercícios?

A má notícia é que, infelizmente, ainda não temos todas as respostas. Porém irei responder baseado no que acredito baseado em minha experiência profissional e também como “atleta”.

Algumas definições importantes:

diferença entre flexibilidade, alongamento e flexionamento :

Flexibilidade: “É qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfolóligos, sem risco de provocar lesão.

Alongamento“Forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física possível ” 

Flexionamento“forma de trabalho que visa obter uma melhora da flexibilidade através da viabilização de amplitudes de arcos de movimento articular superiores às originais” 

Sendo assim, o trabalho de alongamento simplesmente mantém a flexibilidade. A flexibilidade só é melhorada com a pratica de flexionamento.

Tipos de alongamento

Método ativo ou dinâmico:utiliza movimentos rápidos que geram uma mudança no comprimento do músculo e do tecido conjuntivo. O membro é movimentado até que se perceba um leve estiramento e retornar o membro a posição inicial. Deve-se evitar o alongamento dinâmico muito vigoroso, pois poderá produzir lesões e dores musculares.

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Método passivo ou estático: o membro é levado até o ponto no qual se percebe uma leve sensação de alongamento que deve ser mantido de 15 a 30 segundos. O alinhamento correto do membro é fundamental para que os tecidos sejam alongados sem qualquer risco de lesões. Vale ressaltar que o alongamento deve ser suave, sem causar dor.

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Método de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP): Esse método foi inicialmente criado para fins terapêuticos. São utilizadas técnicas que envolvem contração e relaxamento de grupos musculares antagonistas.

Alongar-se previne lesões?

Não existem evidências que mostrem uma relação entre a prática de alongamentos e a prevenção de lesões. No entanto, deve-se levar em conta o tipo de atividade física que o indivíduo pratica. Por exemplo: a atividade de uma ginasta depende de uma grande flexibilidade, a de uma corredor não. Por isso para um ginasta um trabalho prévio de alongamento pode ser benéfico, e para um corredor irrelevante.

Quer saber mais sobre lesões musculares? Clique aqui

Alongar ou aquecer ?

Depende do tipo de atividade física. Continuando no exemplo do ginasta e do corredor. O aquecimento de um ginasta pode envolver a prática de alguns alongamentos específicos, pois estes atletas precisam realizar movimentos de grande amplitude. Já, para o corredor, um bom aquecimento é suficiente.

Saiba quais são as principais lesões da corrida – clique aqui

Flexibilidade e Musculação

Musculação e flexibilidade são trabalhos antagônicos, porém devem caminhar juntos. Uma vez que,  musculação tem uma tendencia a provocar encurtamento muscular e diminuir os arcos de movimento.

Um arco de movimento diminuído, prejudica o ganho de força gerado pela musculação.

Os treinos de flexibilidade devem ser intercalados com os treinos de musculação. Assim os benefícios dos dois tipos de exercício são melhores aproveitados pelo corpo.

Concluindo, é fundamental ter um acompanhamento de um profissional que entenda as demandas de cada modalidade esportiva para criar um programa de alongamento de acordo com a necessidade do atleta.

 

Thiago Medeiros Rodriguez
CREFITO 3/125946-F

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Lesões na Corrida

Lesões na Corrida

As lesões na corrida

A corrida é um dos esportes que mais cresce no Brasil. Basta observar o grande número de corridas de rua que vemos praticamente todos os finais de semana Brasil a fora. Em 2016 foram realizados 469 eventos desta natureza com cerca de 820 mil inscritos, de acordo com levantamento feito pela Federação Paulista de Atletismo (FPA).

Os benefícios atribuídos à corrida incluem melhoria na saúde física e mental,  controle do peso, redução do estresse e participação social. Ao começar a correr regularmente, os corredores relatam mudanças em seus estilos de vida, incluindo melhores hábitos  alimentares, melhoria do sono e diminuição da ingestão de álcool e tabaco. Eles também relatam que a corrida faz com que se sintam mais felizes, mais relaxados e cheios de energia. Apesar de todos os benefícios da corrida, o número de  lesões  aos praticantes é preocupante.

Dentre as lesões mais frequentes observadas entre os corredores de longa distância, podem-se citar as chamadas “lesões por estresse” ou de sobrecarga, tais como tendinopatia do calcâneo, síndrome de estresse tibial medial, fraturas de estresse, tendinite do semimembranoso, tendinite do poplíteo, tendinite da “pata-de-ganso”, síndrome de trato ilio-tibial e a fascite plantar.

Fatores biomecânicos

A hiperpronação do pé é um dos fatores biomecânicos de risco mais frequente encontrados nas lesões de sobrecarga. A pronação é um movimento natural do corpo, quando o pé cai um pouco para dentro ao andar ou correr. Mas quando esse movimento ocorre em excesso, a aplicação de carga repetitiva na região aumenta e pode ocasionar lesões e dores.

Frequentemente observada em praticantes de corridas, a pisada pronada faz com que o pé distribua as cargas de forma desproporcional, sobrecarregando algumas regiões do corpo, como o arco do pé, dedão, calcanhar, tornozelo, joelho e quadril.

A pisada pronada é uma alteração que causa um desvio de postura na pessoa e acontece por vários motivos, como:

  • Pé muito plano, também chamado de “chato” (quando o arco é desabado, ou seja, quando toca o chão quase que por inteiro);
  • Joelho valgo (para dentro);
  • Fraqueza nos músculos profundos do pé e do tibial posterior – músculo que fica na perna e ajuda no suporte do arco e do pé durante o caminhar;
  • A adaptação do corpo a partir de um movimento errado durante exercícios.
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Hiperpronação do tornozelo

Correção dos fatores biomecânicos

Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Caso a hiperpronação seja causada por fatores anatômicos uma palmilha proprioceptiva pode ser utilizada para corrigir desvio.

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Palmilhas proprioceptivas – são palmilhas confeccionadas individualmente com o objetivo reposicionar o corpo todo através de um estímulo gerado sob os pés.

Mas também podem haver desbalanços musculares que podem causar a hiperpronação, neste caso o fortalecimento e alongamento de grupos musculares são recomendados.

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Fortalecimento de tibial anterior, uma dos exercícios indicados para evitar a hiperpornação

Dicas para corredores

  1. Correr sobre superfícies planas e firmes,
  2. Evitar a utilização do mesmo tênis nos treinamentos em dias consecutivos,
  3. Procurar  alterar a velocidade e a superfície de treinamento em dias consecutivos,
  4. Realizar um período de aquecimento antes do inicio da corrida,
  5. Praticar regularmente exercícios de alongamento com atenção particular nos músculos do membros inferiores,
  6. Manter o período adequado de recuperação após treinamentos longos ou sobrecarga,
  7. Evitar treinamentos longos ou de sobrecarga nos dias de fadiga ou nos períodos de recuperação de lesões,
  8. Manter sempre hidratação adequada sobretudo em dias mais quentes.

Osteopatia e a corrida

“Se você quer correr melhor, você precisa se mover melhor” Jay Dicharry

Jay Dicharry é uma das maiores autoridade do mundo quando o assunto é corrida.

Ajudar o corpo a se mover melhor, livre de bloqueios articulares e desequilíbrios musculares é o papel do osteopata, mesmo quando não há uma lesão instalada. Assim, a osteopatia pode ajudar os corredores tanto preventivamente, quanto para equilibrar o corpo, promovendo uma melhor recuperação das lesões.

 

Thiago M. Rodriguez
CREFITO 3/124956

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