bursite trocantérica

Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica 

Você sente dor na região lateral do quadril e da coxa, sem motivo aparente? Sente dificuldade para realização de exercícios, ficar em pé por longos períodos, subir ou descer escadas e até mesmo caminhar? Ou dor para deitar de lado sobre o local afetado? Você pode estar sofrendo de bursite trocantérica ou simplesmente bursite de quadril. 

 

O que são bursas?

 

É muito mais comum ouvirmos falar em bursite do ombro, porém a bursite do quadril é a segunda dor mais incidente na região, perdendo apenas para a osteoartrite.

 

No geral bursas são estruturas semelhantes a pequenas bolsas. São constituídas de  tecido conjuntivo e preenchidas por líquido (líquido sinovial). Elas auxiliam no amortecimento de impacto e no deslizamento de uma estrutura sobre a outra , agindo como pequenas “almofadas”, que minimizam o atrito durante os movimentos que ocorrem nas articulações.

Existem centenas de bursas espalhadas pelo corpo, algumas estão situadas em torno do trocânter maior do fêmur, porção mais saliente desse osso, que pode facilmente ser  palpado na lateral do quadril.

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O processo inflamatório de qualquer uma das bursas sinoviais recebe o nome de bursite.

O que é bursite trocantérica?

A bursite isoladamente, não existe. Ela está  geralmente associada ao acometimento de outras estruturas como o tendão do músculo glúteo médio e a fáscia lata (tecido fibroso,situado na região lateral do quadril e coxa).

Essa associação de doenças recebe o nome de Síndrome da dor Trocantérica ou Síndrome Dolorosa Trocantérica.

As mulheres, por fatores anatômicos e hormonais,  são mais propensas a desenvolverem a bursite trocantérica.  A proporção chega a 4/1 em relação aos homens.

Causas

A causa mais frequentemente de bursite são o microtraumas na região trocantérica devido ao esforço. Esse estresse resulta da sobrecarga nos tendões e bursas provocada por excesso de carga durante uma atividade física; atrito por movimentos repetitivos, no caso da prática esportiva; desequilíbrio muscular ou fraqueza dos músculos sobretudo glúteo mínimo e médio. Vale lembrar que em casos de fraqueza muscular extrema, atividades leves como uma simples caminhada, pode gerar  sobrecarga suficientes para desencadear a lesão e os sintomas.

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A bursite trocantérica pode ser causada por trauma direto, por exemplo queda sobre a lateral do quadril. E também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre as estruturas do trocânter maior como: diferença do comprimento dos membros (uma perna mais curta que a outra), quadris largos (uma das causas que justificam a maior incidência dessa doença em mulheres) e encurtamento do tecido fibroso na lateral do quadril (fáscia lata).

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Alguns fatores de risco podem estar associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar, doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. Essas doenças afetam o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregaram os tendões e bursas da região lateral do quadril.

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Tratamento

A osteopatia pode ser utilizada em um primeiro momento para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. As técnicas manipulativas permitem uma melhora da função das articulações relacionadas ao quadril, como a sacroilíaca e a coluna lombar. Técnicas de  liberação miofascial promovem alongamento da fáscia para diminuir o atrito sobre o trocânter maior.

Uma dica nessa fase, é dormir com travesseiro entre as pernas para reduzir a sobrecarga a qual o paciente está exposto durante o dia, na tentativa de reduzir o estresse local e de diminuir o quadro agudo de dor.

É importante ressaltar que exercícios com a finalidade de fortalecer a musculatura glútea e demais músculos do membro inferior, são importantes  na tentativa de reduzir a sobrecarga do quadril e restabelecer o equilíbrio muscular de todo o membro inferior.

Pacientes que apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, também é necessário a abordagem terapêutica dessas articulações.

Thiago Rodriguez

CREFITO: 125946

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